Ministro da Justiça nega ter vazado informações de operação que prendeu ex-ministro da Educação

Informação foi divulgada em seu perfil pessoal neste domingo (26): "Em momento algum, tratamos de operações da PF"

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Redação ND Florianópolis

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Em seu perfil pessoal em rede social, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, apresentou suas considerações sobre as especulações que o ligariam a um possível vazamento de informações da operação da PF (Polícia Federal) que prendeu o ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, diz que não passou nenhuma informação para Bolsonaro – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/NDO ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, diz que não passou nenhuma informação para Bolsonaro – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

No dia 9 de junho, a PF interceptou áudios em que Ribeiro diz a sua filha que o presidente Jair Bolsonaro (PL) lhe telefonou e disse que tinha um pressentimento de que ele poderia ser alvo de um mandado de busca e apreensão. Na data, Bolsonaro estava com Torres em uma viagem aos Estados Unidos. Os áudios levaram o Ministério Público Federal a argumentar que haveria uma tentativa de interferência do chefe do Executivo no caso.

Confira a explicação do Ministro da Justiça:

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Prisão de Milton Ribeiro

O ex-ministro da Educação foi preso na operação Acesso Pago, da Polícia Federal. A operação apura suposto tráfico de influência de pastores e suposta corrupção para a liberação de recursos públicos do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), vinculado ao MEC (Ministério da Educação). Ribeiro é suspeito de corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência, segundo o portal R7.

O esquema, de acordo com as investigações, consistiria na indicação, pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, de prefeituras que deveriam receber as verbas do ministério. Em troca, os religiosos teriam cobrado propina, inclusive em ouro, para liberar o dinheiro.

Presidente Jair Bolsonaro e ex-ministro da Educação Milton Ribeiro em ato no Planalto – Foto: Alan Santos/PR/NDPresidente Jair Bolsonaro e ex-ministro da Educação Milton Ribeiro em ato no Planalto – Foto: Alan Santos/PR/ND

O caso ficou bastante conhecido em março, após o vazamento de um áudio em que o ex-ministro diz beneficiar indicados pelo pastor Gilmar a pedido de Jair Bolsonaro. No áudio, ele declara que suas prioridades são “atender primeiro os municípios que mais precisam” e “atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar”.

Ribeiro alega inocência e disse que não houve influência de Bolsonaro no caso. O ministro afirmou que o envio de recursos da pasta aos estados e municípios era feito com base em critérios técnicos.