O ministro Raul Araújo, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que neste domingo (27) acolheu pedido do partido do presidente Jair Bolsonaro, o PL, e proibiu manifestações políticas no festival de música Lollapalooza alegando campanha eleitoral antecipada, já tomou decisões no sentido contrário.
Cantora Pabllo Vitar e presidente Jair Bolsonaro – Foto: Divulgação/NDNa quarta-feira (23), Araújo rejeitou pedido do PT para retirada de outdoors favoráveis a Bolsonaro espalhados por Estados brasileiros, entre eles Santa Catarina.
No entendimento do ministro, as manifestações políticas de artistas como Pabllo Vittar e Marina no Lollapalooza são propaganda eleitoral antecipada – portanto, irregular – por apresentarem o ex-presidente Lula (PT) como supostamente “mais apto” que Bolsonaro.
Seguir?Siga o blog e acompanhe a política de SC em tempo real
Pabllo Vittar chegou a usar uma bandeira com a foto de Lula e gritou “Fora, Bolsonaro” durante seu show, o que gerou aplausos do público.
Se um ato semelhante ocorrer neste domingo, último dia do festival, a organizadora do Lollapalooza pode ser multada em R$ 50 mil, alerta o TSE.
Caso outdoors
Para a representação sobre os outdoors favoráveis a Bolsonaro, porém, o entendimento de Raul Araújo foi outro.
Em fevereiro, Araújo já havia indeferido a ação movida pelo partido, mas o PT apresentou novos fatos e, por isso, foi necessária uma nova análise.
Na primeira decisão, Araújo argumentou que o partido não havia provado conhecimento prévio de Bolsonaro sobre a suposta propaganda eleitoral antecipada.
Com informações do Estadão Conteúdo