Moisés faz ataque a Colombo: “economizar, combate à corrupção estavam fora de cogitação”

Governador de Santa Catarina criticou a política de endividamento do antecessor citando empréstimo de R$ 3 bilhões sem "ações cujos benefícios aos catarinenses superem o ônus"

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Depois da declaração do deputado estadual Romildo Titon (MDB) sobre o endividamento do Estado para investimentos, o governador Carlos Moisés (Rep) fez um ataque frontal ao antecessor, o ex-governador Raimundo Colombo (PSD). Trata-se de um novo episódio do embate entre ambos, que tem as Eleições de 2022 como pano de fundo.

Raimundo Colombo e Carlos Moisés – Foto: Divulgação/NDRaimundo Colombo e Carlos Moisés – Foto: Divulgação/ND

Moisés ironizou a herança maldita recebida. “Quando você estiver pra baixo, achando que todas as suas decisões prejudicam o seu futuro, lembre-se do empréstimo de R$ 3 bilhões que o governo de Santa Catarina pegou em 2013”, afirmou.

“Já pagou mais de R$ 1,5 bilhão, quase tudo de juros e encargos, e ainda deve praticamente os mesmos R$ 3 bilhões”, completou. A declaração foi publicada na conta de Moisés no Twitter.

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Na segunda parte, Moisés disse que não descarta tomar empréstimos. “O financiamento por si só não é problema. Mas, tem que ser com estratégia”, afirmou, lembrando sobre o impacto de longo prazo e “em ações cujos benefícios aos catarinenses superem o ônus do endividamento”.

Em resumo, o atual governador afirmou que “praticamente nenhum empréstimo do passado cumpriu esses requisitos”. “Foram feitos porque era o caminho mais cômodo e que não desagradava ninguém”, completou.

No trecho final, Moisés subiu ainda mais o tom. “Economizar, extinguir as SDRs, enxugar a máquina e criar estruturas de prevenção e combate à corrupção estava fora de cogitação”, afirmou.

Contraponto

Em resposta, o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) afirmou que usou os recursos para pagar dívidas da Celesc, fazer aportes no BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) e para investimentos por meio do programa Pacto por Santa Catarina.