“Se não houver reforma, previdência vai quebrar”, diz governador Moisés

Em entrevista ao Grupo ND, governador falou sobre a importância da reforma da previdência

Receba as principais notícias no WhatsApp

O governador Carlos Moisés da Silva anunciou na tarde desta sexta-feira (18) que a reforma da previdência dos servidores públicos precisa ser aprovada este ano pela Assembleia legislativa, uma vez que 2022 é ano eleitoral.

Durante entrevista virtual com colunistas e repórteres dos veículos do Grupo ND, foi claro ao afirmar que, se não houver reforma, “a previdência vai quebrar”.

Carlos Moisés concedeu entrevista a jornalistas do Grupo ND – Foto: NDCarlos Moisés concedeu entrevista a jornalistas do Grupo ND – Foto: ND

Participou da entrevista o secretário da Casa Civil, Eron Giordani, que vem negociando os termos do projeto com os deputados, os poderes e setores da administração pública. Ele informou que a estratégia prevê a tramitação do projeto de forma conjunta pelas três principais comissões técnicas da Assembleia Legislativa, o que vai agilizar a apreciação da matéria.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Presente no evento, também, o presidente do Iprev, Marcelo Mendonça, que respondeu a questionamentos sobre a situação da previdência e as novas regras previstas na reforma.

Vários painéis foram exibidos com os números da previdência dos servidores catarinenses. Os números são considerados impactantes. Em 10 anos, por exemplo, a despesa com previdência teve crescimento de 612%. O Tesouro do Estado, no mesmo período, destinou R$ 36 bilhões para cobrir o déficit previdenciário.

Uma das transparências revelou que o déficit previsto para este ano é de R$ 5 bilhões, ou R$ 416 milhões por mês.

O governo faz comparativos: em 2019, enquanto a previdência consumiu R$ 6,8 bilhões, a educação teve R$ 4,2 bilhões de despesas, a saúde R$ 3,51 bilhões, a segurança R$ 2,84 bilhões e a infraestrutura apenas R$ 740 milhões.

Isto significa que para cada real arrecadado com ICMS, R$ 0,48 tem como destino cobrir o déficit da previdência.

Em outro quadro, indica que no ano passado o governo tinha 47.625 servidores ativos e 59.199 aposentados.

A reforma

De acordo com os estudos do governo estadual, se for aprovada pela Assembleia Legislativa, a reforma resultará em economia de R$ 4 bilhões e R$ 230 milhões nos próximos 5 anos. Em 20 anos, a economia seria de R$ 22 bilhões.