O governador Carlos Moisés da Silva viaja quarta-feira (9) a Brasília, onde terá reuniões com líderes do Diretório Nacional do Republicanos. Vai tratar de sua filiação, já praticamente definida, e dos encaminhamentos sobre candidaturas proporcionais.
Sergio Mota e Moisés conversaram durante horas – Foto: DivulgaçãoMoisés deixa a impressão que perdeu o “timing” na decisão sobre seu futuro partidário. O primeiro projeto, tentando uma sigla menor para unir PP, MDB e PSDB, morreu na casca. Progressistas e emedebistas nunca admitiram esta possibilidade pelas razões históricas conhecidas.
A segunda tentativa, articulada pelo secretário Lucas Esmeraldino, foi feita no comando nacional do Republicanos em Brasília. Esmeraldino e Moisés queriam assumir integralmente a direção estadual, alijando o deputado Sérgio Mota da presidência, e montando as chapas a Câmara Federal e Assembleia Legislativa. Projeto natimorto.
SeguirO atraso na oficialização partidária foi explicado pelo desejo de manter a atual base de apoio na Assembleia Legislativa, sem fissuras.
Com a ida de Carlos Moisés para o Republicanos dois fatos novos: o vice-prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, filiado ao Republicanos, deverá transferir-se para o União Brasil. Está alinhado com o prefeito Gean Loureiro, presidente estadual do União Brasil e candidato ao governo. O segundo é que o Republicanos está apoiando a reeleição do presidente Bolsonaro, o que colocará Moisés novamente no mesmo projeto eleitoral, agora em circunstâncias inéditas.
Outra novidade veio com o empresário Luciano Hang optando por filiar-se ao PL para concorrer ao Senado. Ele pretendia inscrever-se num partido menor, para conquistar todos de eleitores de diferentes tendências e partidos, mas foi desaconselhado. Recebeu pedido do presidente e vai se filiar no dia 22 de março, em Brasília.