Moraes proíbe Mauro Cid de ver pai: ‘pode prejudicar as investigações’

Mauro Lourena Cid e o filho, Mauro Cid, são investigados pelo mesmo crime e não poderiam manter contato para não prejudicar as investigações; Moraes assinou medida neste sábado

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Redação ND Florianópolis

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O Ministro Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal) proibiu o general Mauro Lourena Cid de ver o filho, o tenente-coronel Mauro Cid, na prisão. Um despacho foi assinado por Moraes neste sábado (19) autorizando a medida.

Mauro Cid não pode mais ver o pai O tenente-coronel Mauro Cid não poderá mais ver o pai – Foto: Lula Marques/ Agência Brasil/ND

De acordo com o documento, ele e o filho são investigados. Por isso, não podem manter contato.

Os dois são investigados por um suposto esquema de venda e recompra de joias dadas a Jair Bolsonaro por autoridades estrangeiras. De acordo com a legislação brasileira, os itens devem ser destinados ao acervo da Presidência da República.

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De acordo com o portal R7, apesar de o ex-chefe do Executivo não ter sido alvo direto da última operação sobre o caso, o relatório da corporação mostra que pode haver relação direta com base no uso de aeronave pública para transportar bens a ser vendidos nos Estados Unidos e em mensagem que organiza a entrega de dinheiro vivo a ele. O ministro Alexandre de Moraes, vê “determinação” de Bolsonaro para o esquema. A defesa do ex-presidente nega.

A Polícia Federal descobriu que, em 30 de dezembro de 2022, joias foram transportadas para os Estados Unidos no uso do avião presidencial de forma oculta.

Mensagem obtida pela investigação revelou suposto esquema para entregar a Bolsonaro US$ 25 mil “em mãos”. Os dois elementos, segundo as autoridades, posicionam, pela primeira vez, Bolsonaro na linha de frente das investigações.

Segundo a PF, as quantias obtidas com essas operações “ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados por meio de pessoas interpostas e sem usar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, a localização e a propriedade dos valores”. A Polícia Federal não informou o lucro que os suspeitos teriam obtido com a venda das jóias e dos presentes.