Mourão critica distribuição de recursos entre União, Estados e municípios

Vice-presidente da República e senador eleito pelo Rio Grande do Sul esteve em Florianópolis participando de um evento com secretários de Fazenda das capitais

Foto de Paulo Rolemberg

Paulo Rolemberg Florianópolis

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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, esteve em Florianópolis na manhã desta quinta-feira (10), onde participou da abertura da 3ª Assembleia Geral Ordinária da Abrasf (Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais).

Hamilton Mourão participou de evento em Florianópolis – Foto: Sofia Leal/PMF/Divulgação/NDHamilton Mourão participou de evento em Florianópolis – Foto: Sofia Leal/PMF/Divulgação/ND

O senador eleito pelo Rio Grande do Sul falou por cerca de dez minutos, mas não concedeu entrevista ao deixar o local.

Durante a fala para o grupo de secretários municipais de Fazenda e assessores, Mourão voltou a dizer que o Brasil ainda sofre os feitos da pandemia da Covid-19 conjugado com a guerra Russo Ucraniana.

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“A gente não sabe onde é que vai terminar isso aí. Isso tudo obviamente tem reflexo no nosso país e no nosso país ele tem um dilema sério na sua questão econômica porque duas colunas nessas da nossa economia elas tão rachadas”, disse Mourão.

“Uma é a coluna do equilíbrio fiscal e a outra é coluna da produtividade, onde se insere o grande tema que as senhoras e senhores vão debater aqui, que é a questão da reforma tributária”, completou.

Segundo o vice-presidente, o Brasil tributa muito pouco a renda, e menos ainda a propriedade e tudo cai em cima daquilo que se produz e se consome.

Vice-presidente defendeu a reforma tributária – Foto: Sofia Leal/PMF/Divulgação/NDVice-presidente defendeu a reforma tributária – Foto: Sofia Leal/PMF/Divulgação/ND

“O sistema é complicado, o sistema ele custa aí uns R$ 80 bilhões a R$ 90 bilhões de reais por ano para as empresas, para o governos, sejam eles federal, estadual, municipal e para a pessoa normal, o cidadão normal e tem uma evasão/arrecadação de R$ 400 bilhões a 500 bilhões”, comentou.

Para Mourão, uma reforma tributária, por si, não será suficiente, tendo em vista que o país tem uma pirâmide invertida em termos de distribuição de recursos.

“Lá na cabeça, na pirâmide tá invertida, está o governo federal, com o dinheiro todo na mão, o Estado fica com a parte central da pirâmide e o município fica com a ponta de baixo. Quanto na realidade deveria ser ao contrário essa pirâmide”, sustentou Mourão.

Por fim, Mourão cobrou a celeridade de reforma tributária para que o país não perca uma janela de oportunidade que abriu nos últimos anos.