MP investiga suposta ‘rachadinha’ que envolve vereador do Norte de SC

Inquérito Civil Público foi instaurado pelo Ministério Público e Câmara de Vereadores de São Bento do Sul também investiga casa por meio de comissão

Redação ND Joinville

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Após um suposto esquema de rachadinha, que envolve um vereador de São Bento do Sul, Planalto Norte de Santa Catarina, vir à tona no início deste ano, o caso passou a ser apurado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), que instaurou um Inquérito Civil Público.

investigação rachadinhaEm janeiro, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na Câmara de Vereadores e nas casas de um vereador e de uma servidora – Foto: Polícia Civil/Divulgação/ND

Os trabalhos são conduzidos pelo promotor Djônata Winter, da 2ª Promotoria de Justiça de São Bento do Sul.

De acordo com informações divulgadas pela promotoria, o inquérito foi instaurado devido aos fatos, que, além do suposto crime, também pode configurar suposta improbidade administrativa.

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“O objetivo é apurar eventuais atos de improbidade administrativa que importam no enriquecimento ilícito de Ângelo Ronei Peschiski, enquanto vereador do município de São Bento do Sul/SC, consistentes na apropriação de parte dos vencimentos de servidores comissionados, ocorridos, ao menos, desde fevereiro de 2021”, destaca a promotoria.

Outras informações não foram repassadas, pois as investigações estão em andamento.

Relembre

Em janeiro deste ano, o vereador e uma servidora da Câmara de Vereadores foram alvos de uma investigação conduzida pela Polícia Civil que apurava a prática de “rachadinha”-  quando um profissional comissionado entrega parte do salário a outro agente público como forma de manter o cargo.

Na ocasião, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Câmara de Vereadores e nas casas dos dois investigados. Computadores, celulares e documentos foram apreendidos para serem analisados pela investigação.

Investigação feita pela Câmara

Cerca de 10 dias após as informações sobre a investigação serem divulgadas, a Câmara de Vereadores informou que abriu uma comissão para investigar o vereador suspeito da prática. No dia 7 de fevereiro, vereadores assinaram um requerimento que pedia a instauração de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) . 

Por meio de nota, a Comissão Processante do vereador manifestou-se sobre os trabalhos de investigação feitos pela própria casa legislativa.

Conforme a nota, a denúncia contra o vereador foi protocolada no dia 29 de abril, sendo lida e votada no dia 9 de maio. Neste dia, os vereadores votaram, por unanimidade, pela abertura da Comissão Processante, sendo sorteados os integrantes da comissão.

O vereador foi notificado e apresentou defesa no dia 23 de maio. Após analisar a denúncia e a defesa, bem como os documentos apresentados, no dia 30 de maio a comissão decidiu pelo prosseguimento da denúncia e tem prazo até 11 de agosto para finalizar o procedimento.

De acordo com a comissão, a decisão foi tomada “em virtude de na defesa apresentada não haver elementos suficientes para formar um juízo seguro e definitivo para afastar a denúncia, havendo justa causa para uma análise mais aprofundada, tendo sido decretado o segredo de justiça e apresentadas as próximas diligências”.

Procurado pela reportagem do Portal ND+, o vereador Ângelo Ronei Peschiski preferiu não se manifestar até o final das investigações e segue no cargo.

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