*Mikael Melo interino
A educação de Canoinhas, no Planalto Norte de SC, vive uma polêmica devido a mudanças propostas no setor. Um veto do prefeito Beto Passos (PSD) e outro projeto que ainda está tramitando na Câmara de Vereadores não agradaram os professores da cidade.
Imagem aérea de Canoinhas, no Planalto Norte de Santa Catarina. – Foto: Arquivo/Reprodução YouTube/NDHá uma semana, os parlamentares mantiveram o veto a um projeto de lei que devolveria a progressão salarial por titulação aos professores contratados em caráter temporário.
SeguirA categoria chegou a se reunir e fazer um ”buzinaço” na frente da casa do prefeito e também do vice, Renato Pike (PL). Após o ocorrido, inclusive, o chefe do Executivo comentou o caso em entrevista para uma rádio da cidade.
O fato motivou uma nota de repúdio do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canoinhas (SISPUC). O comunicado afirma que a fala do prefeito estaria prestando desinformação à população e também que estaria atacando os docentes.
Já a assessoria de imprensa do município reiterou que há compromisso e valorização dos profissionais da educação em Canoinhas. Prova disso, conforme o posicionamento, é que os educadores contratados em caráter temporário não foram demitidos durante a pandemia.
Buzinaço feito em frente à casa do Prefeito de Canoinhas, Beto Passos (PSD) – Vídeo: Internet
Mais um impasse com os professores de Canoinhas
Além disso, um outro texto que ainda não passou por votação em plenário trata da regência de aula dos professores, que é a gratificação das horas trabalhadas fora da sala de aula.
A alteração proposta no projeto tem o objetivo de fazer a readequação da atividade dos educadores dentro da sala de aula.
Caso a lei seja aprovada, todos os professores terão o direito concedido de permanecerem dois terços da jornada de trabalho em sala de aula, com a padronização da gratificação de 15% para todos. Hoje essas porcentagens são maiores.
A Prefeitura de Canoinhas afirma que, para muitos profissionais, a recomposição salarial anunciada vai compensar a perca da regência, que neste caso é de 10,16%. Assim todos os servidores poderiam ser beneficiados com o reajuste da inflação.
No entanto, os educadores não têm a mesma opinião e seguem levantando a pauta para que o projeto não seja aprovado na Câmara de Vereadores da cidade.