A vice-primeira ministra da Ucrânia, Iryna Vereshchuk, afirmou que grupos de mulheres, crianças e idosos não estão mais alocados na siderúrgica de Azovstal, na cidade de Mariupol, após sequência do ataque militar russo no local, neste sábado (7).
Grupos estão deixando cidade em busca de refúgio da guerra iniciada em fevereiro – Foto: Aris Messinis/AFP/ND“Esta parte da operação humanitária em Mariupol acabou”, afirmou a Vereshchuk, por meio de mensagens no Telegram. Já o Ministério da Defesa da Rússia disse que está concluída a missão de retirada de civis da siderúrgica.
Foram 51 pessoas resgatadas desde o início da operação, na quinta-feira (5). Eram 18 homens, 22 mulheres e 11 crianças.
SeguirA siderúrgica, que abriga túneis subterrâneos que cruzam o espaço, se tornou refúgio após o intenso bombardeio contra soldados e civis. Estes estavam com pouca comida, água e remédios nos esconderijos.
Durantes as poucas pausas no combate na última semana, outros grupos de civis aproveitaram para fugir do local. A fábrica, praticamente em ruínas, foi intensamente atacada pelas ofensivas russas.
Segundo o grupo de separatistas na região, pelo menos 176 civis foram retirados do espaço, no total.
A ‘vitória’ em Mariupol foi declarada pelo presidente russo Vladmir Putin em 21 de abril, quando ordenou o encerramento da siderúrgica e orientou que o exército ucraniano largasse as armas. No entanto, a Rússia retomou o ataque. Os soldados da Ucrânia prometeram não se render.
Mariupol é considerada cidade estratégica, uma vez que liga os dois territórios, já dominados pela Rússia. A gestão do local pode bloquear de vez as exportações da Ucrânia.