Elon Musk, proprietário do X (Antigo Twitter) entrou na mira de Alexandre de Moraes, ministro do STF, ameaçou reativar contas de usuários suspeitos de espalhar notícias falsas e atacarem instituições na rede social.
Outras redes sociais, como o TikTok e a Meta (Facebook e Instagram), também já tiveram que responder pedidos do STF.
Elon Musk entrou na mira do STF após ameaçar reativar contar suspensas judicialmente – Foto: Daniel Oberhaus (2018)/Divulgação/NDContas em redes sociais como o X, o TikTok, o Facebook e o Instagram foram suspensas por determinação do STF no inquérito dos atentados de 8 de janeiro.
SeguirEntre os perfis suspensos, estão o do empresário catarinense Luciano Hang, que é investigado no âmbito do inquérito das fake news e que teve o perfil na rede social bloqueado por ordem judicial em 2022.
Sobre o pedido, Musk fez uma postagem marcando Alexandre de Moraes. No texto, ele afirma que “as solicitações violam a legislação brasileira”.
No entanto, outras redes sociais também receberam ordens judiciais do STF e agiram de maneira diferente.
Musk entrou na mira do STF
Neste domingo (8), Moraes determinou a inclusão do bilionário no inquérito sobre as milícias digitais, além da abertura de investigação para apurar eventual prática de obstrução à Justiça, organização criminosa e incitação ao crime. Ele estabeleceu ainda multa diária de R$ 100 mil por cada perfil bloqueado judicialmente que for reativado pela plataforma.
Musk tem usado a rede social X para criticar o ministro do Supremo, acusando-o de impor uma “censura agressiva” no Brasil.
TikTok removeu mais de 10,4 mil vídeos da rede social
Um mês após 8 de janeiro, o TikTok recebeu pedidos do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) e do STF para excluir vídeos que incitavam a violência e a desinformação do ar.
Segundo o jornal Carta Capital, na data, o TikTok informou que teria excluído mais de 10,4 mil vídeos na rede social após os atos.
Meta já negou ter vídeo excluído por Bolsonaro do Facebook
Em abril de 2023, a Meta, que controla o Facebook e Instagram, disse à Moraes que seria “materialmente impossível” fornecer um vídeo excluído pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no Facebook após os atos de 8 de janeiro.
A resposta ocorreu após o ministro do STF determinar o prazo de 48 horas para que fosse enviado o vídeo compartilhado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após os atos de 8 de janeiro.
“O cumprimento da obrigação é materialmente impossível, uma vez que o vídeo objeto da ordem foi deletado e não está mais disponível nos servidores da empresa”, disse a Meta em ofício.