Num processo sem precedentes na história da AMREC (Associação dos Municípios da Região Carbonífera), o prefeito Noi Coral (Morro da Fumaça), disse que pode renunciar a presidência da entidade, mas que o seu município não deixará de contribuir com a entidade. A mensagem subliminar pode ser a de que esteja adjetivando os seus pares que trancaram os pagamentos à associação de prefeituras.
Noi Coral foi empossado presidente da AMREC no início deste ano. – Foto: DivulgaçãoNoi Coral vem enfrentando a reação dos prefeitos de Criciúma (Clésio Salvaro), Forquilhinha (José Claudio Gonçalves), Nova Veneza (Rogério Frigo), Treviso (Valério Moretti), Fernando Fáveri (Cocal do Sul) e Siderópolis (Frank Salvaro), que parram de contribuir com a entidade. Aparentemente a razão é a simples divergência sobre a falta de manutenção de um cargo de confiança apadrinhado por estes.
O enredo todo iniciou com a decisão do prefeito Noi Coral de substituir o então secretário-executivo da entidade. Por considerar cargo de confiança mudou. O antigo era apadrinhado por alguns prefeitos. Houve tentativa, então, de realocá-lo em outra função o que não foi possível. Diante disso os seis prefeitos pararam de pagar a contribuição mensal da entidade.
SeguirOs valores arrecadados pela associação chega aos R$ 1,6 milhão. Com a decisão de alguns prefeitos o valor cai para menos da metade tornado a gestão da entidade inviável.
Diante deste cenário o prefeito Noi Coral anunciou disposição em renunciar. Neste cenário ele passa um recado duro aos demais prefeitos. Diz que mesmo renunciando à presidência não irá retirar seu município da instituição, nem deixar de contribuir com os valores correspondentes à associação. E ai passa o recado: “Não sou moleque. Seria moleque se fizesse isso”.