‘Não tem base consistente’, diz Lira sobre Lula tentar aprovar reforma tributária no Congresso

Presidente da Câmara garantiu que não haverá "retrocesso aos avanços de legislação que tivemos"

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Bruna Lima, do R7 Brasília

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O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou nesta segunda-feira (6) que o Legislativo e o Executivo Federal precisam caminhar juntos para viabilizar a aprovação de uma reforma tributária, mas alertou o governo sobre a necessidade de negociar com “bom senso”, uma vez que, segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem sequer possui uma “base consistente” no Congresso. As informações são do R7 Notícias.

Presidente da Câmara, Arthur Lira, e presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: RICARDO STUCKERT/R7/DIVULGAÇÃO/NDPresidente da Câmara, Arthur Lira, e presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva – Foto: RICARDO STUCKERT/R7/DIVULGAÇÃO/ND

“Hoje, o governo ainda não tem uma base consistente nem na Câmara e nem no Senado, nem para matérias mais simples, quanto mais para matérias de quórum constitucional”, disse Lira durante um encontro na Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

A fala de Lira foi cercada de mensagens à gestão Lula. O parlamentar criticou “falas que não agregam” ao defender a manutenção da independência do Banco Central. O presidente da Câmara garantiu que não haverá “retrocesso aos avanços de legislação que tivemos” e citou, ainda, a reforma trabalhista, a Lei das Estatais e o marco regulatório para as agências reguladoras.

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Sobre a reforma trabalhista, Lira destacou o papel importante das articulações para fazer um texto “possível” e admitiu que o tema está longe de encontrar consenso no Congresso. “Vamos ouvir a todos. Temos vontade conjunta do governo eleito de tentarmos votar a reforma tão falada, tão difícil, tão angustiante e que vai causar tantas discussões”, declarou.

Segundo Lira, a criação de um grupo de trabalho para discutir um texto que já teria robustez para ir a plenário tem como objetivo facilitar a aprovação pela Casa. “Haverá a votação na comissão para vir mais legitimada no plenário.” “Espero que Congresso e Executivo tenham a harmonia necessária. Vamos trabalhar incansavelmente, perseguindo a reforma tributária possível”, completou.

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