Eleito no começo do mês como novo presidente da AMFRI, a Associação dos Municípios da Foz do Rio Itajaí-Açu, o jovem prefeito de Penha Aquiles da Costa encabeça um diretoria formada com Paulo Henrique Dalago Muller, o prefeito de Bombinhas como vice-presidente e Marcos Pedro Veber, prefeito de Luiz Alves, como segundo vice-presidente. O mandato da nova gestão tem duração de um ano.
Com a promessa de enxugar custos, prefeito de Penha assume comando da AMFRI – Foto: Divulgação/AMFRIEleito de forma unânime, o prefeito respondeu às perguntas da coluna sobre alguns pontos importantes para a gestão na AMFRI e traçou como meta principal “dar transparência aos gastos, enxugar as contas e promover melhores resultados na ações da AMFRI”.
Perguntei a Aquiles, para de forma prática, explicar a atuação da AMFRI para as cidades, como a associação pode auxiliar nas questões que realmente interessam ao cidadão e seu cotidiano.
Seguir“O propósito é apoiar os municípios nas demandas de diversas área para tratar de problemas comuns”.
Ele destaca, o consórcio da saúde CIS- AMFRI que proporciona as secretarias municipais de saúde, a compra de medicamentos a um custo bem menor.
Reforçando a ideia de redução de custos para a associação, o prefeito de Penha explica “se comparar uma compra de 30 mil comprimidos de um determinado medicamento para um determinado município, com uma compra de 700 mil do mesmo medicamento, para os onze municípios, o valor vai sempre menor”.
Sediada em Itajaí, associação representa 11 cidades da região – Foto: Divulgação/AMFRITambém pergunto sobre o plano 1000 anunciado recentemente pelo Governo do Estado e que promete investimentos bilionários em Santa Catarina. A tendência é que realmente os investimentos aconteçam e que as cidades possam acompanhar a liberação desse recursos.
No ano passado, o CIM- AMFRI anunciou uma série de obras ousadas na região, com destaque para o túnel submerso entre Itajaí e Navegantes além da instalação do transporte coletivo regional e a urbanização da orla central de Balneário Camboriú, o custo deve ultrapassar os R$ 2,7 bilhões e em 2022 ainda, devem avançar e muito na fase de projetos e de autorizações legislativas das câmaras de vereadores e também do Senado Federal.
Imagem projeta como ficaria o projeto do túnel submerso concluído entre Itajaí e Navegantes – Foto: Cronic Digital/NDCom todos os trâmites fluindo ,a expectativa é que a obra mais aguardada de todos: o túnel submerso entre Itajaí e Navegantes fique pronto em 2028.
Sobre essas obras, o presidente confirma a relevância para a região, mas não demonstra o mesmo otimismo com relação aos prazos anunciados; a preocupação com a capacidade de endividamento de cidades como Navegantes e uma maior participação do Governo Estadual, são pontos levantados:
“Sinceramente não posso afirmar ainda se é realmente possível cumprir os prazos estipulados anteriormente. Acho importante dizer que reavaliar alguns pontos do projeto não está descartado pelos prefeitos, por exemplo, como pensar na construção de um túnel que vai custar quase um bilhão de reais, ainda que a concessão tenha uma boa quantia já garantida na operação pelos municípios algumas soluções mais econômicas podem ser estudas também, a cidade de Navegantes ficaria com a capacidade de endividamento comprometida por longos anos, isso não parece ser a melhor solução agora que o governo do estado está tão próximo e pode ao meu ver assumir aí uma participação interessante na solução desta demanda regional”.
Junto a Secretaria de Turismo de Itajaí, a AMFRI tem sido parceria na organização da Ocean Race, a maior regata do mundo que tem confirmada para sua quarta parada, em abril do ano que vem em Itajaí.
Na última edição, o impacto financeiro só na cidade de Itajaí superou os R$ 80 milhões durante o evento, sem falar no crescimento por exemplo da rede hoteleira que saltou aos olhos na cidade desde a primeira edição recebida por aqui.
Quarta edição da regata chega a SC em abril de 2023 – Foto: Jesus Renedo/VOR/NDO novo presidente da AMFRI fala em buscar novos eventos de porte como a regata e mais “alinhar as ações de cada município fortalecendo de maneira estratégica as cidades em suas ações e afastando a definitivamente a concorrência entre os eventos na nossa própria região é uma maneira de potencializar a região como um todo”