O pacotaço deve sacramentar o ingresso do governador Carlos Moisés (sem partido) no MDB. A defesa intransigente por parte dos deputados emedebistas é um sinal claro. A ideia inicial, de ir para um partido pequeno, para chamar de seu, parece estar cada vez mais longe. Vai de gigante mesmo.
Carlos Moisés entre Mauro de Nadal, do MDB, e Zé Milton, do PP, em fevereiro de 2021 – Arte sobre foto: Mauricio Vieira/Divulgação/NDO contexto também projeta uma dobradinha com o PSD, que ajudou a construir o acordão. O PSDB está muito alinhado e, assim, poderia redesenhar a tríplice aliança, concebida por Luiz Henrique da Silveira.
Seria a nova tríplice nova, não a tríplice velha, que reunia partidos em torno do hoje PP, na era pré-LHS.
SeguirAs críticas duríssimas de João Amin a Carlos Moisés podem ter sido a pá de cal na construção que pretendia levar Moisés ao PP.
Mesmo que a liderança do Executivo esteja nas mãos de José Milton Scheffer (PP), torna-se praticamente impossível que o atual governador busque a reeleição dentro da legenda controlada pelo clã Amin.