Interino: Paulo Rolemberg
O efeito da corrida presidencial sobre os Estados não ocorreu apenas sob os aliados do atual presidente Jair Bolsonaro (PL), mas também sobre a performance do PT pelo país.
Lula esteve no primeiro turno em Florianópolis e participou da campanha de Décio Lima – Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação/NDUm caso exemplar foi o de Santa Catarina, Estado que tinha cenário bastante embolado na definição das vagas no segundo turno, e que ao final teve o petista Décio Lima na disputa contra Jorginho Mello (PL).
SeguirE a ida do partido para disputa no segundo turno em Santa Catarina, os petistas atribuem diretamente à vinda do candidato a presidente pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, a Florianópolis, faltando cerca de 15 dias para a votação no primeiro turno.
A presença de Lula foi vista pelos petistas no Estado como um divisor de águas na campanha. O próprio Décio Lima definiu que a vinda do candidato a presidente à Capital catarinense mudou a forma como o partido estava fazendo campanha, e trouxe um impulso significativo para ele pudesse chegar ao segundo turno.
E é isso que Décio aposta com essa vinda de Lula ao Estado neste segundo turno. Embora a política catarinense tenha se consolidado como bastião antipetista, o PT conseguiu retirar da disputa candidatos com ligações ao atual presidente da República.
No Estado, Lula teve quase 30% dos votos válidos. O mais votado para governador na primeira rodada foi Jorginho Mello, aliado do presidente Bolsonaro, com 39%.
A ideia é apostar na conquista dos eleitores que votaram nos candidatos derrotados, ambos de vertentes de direita, e no mais de um milhão de eleitores que não compareceram às urnas.
Claro que a tendência é de os votos dos derrotados no primeiro turno irem para o candidato Jorginho Mello (PL), mas Décio Lima acredita que a presença de Lula no Estado possa mudar o rumo da disputa mais uma vez.