O ND+ visitou as propostas de governo dos dez candidatos à prefeitura de Florianópolis para localizar suas propostas na área de educação. Há sugestões que vão do fortalecimento do ensino público à ideia de gestão das escolas com Organizações Sociais (OS). Dois candidatos pretendem trazer escolas cívico-militares e uma candidata aposta na educação digital.
Veja as propostas dos candidatos a prefeitos de Florianópolis para a área de Educação – Leonardo Sousa/PMF/DivulgaçãoO ND+ detalha abaixo o que pensam os candidatos, de acordo com os planos de governo entregues à Justiça Eleitoral e disponíveis na plataforma DivulgaCand.
Para saber o que todos pensam para contornar os desafios na área de educação em Florianópolis, siga a leitura.
SeguirAlexander Brasil (PRTB)
Entre suas ideias para educação, estão a implantação de escolas cívico-militares na rede municipal, convocar os aprovados no último concurso para professores efetivos e implantar o ensino à distância para jovens e adultos que não podem frequentar a escola.
Alexander Brasil quer proibir a ideologia de gênero, pautas LGBT e criar definições claras nos banheiros masculinos e femininos nas escolas.
Angela Amin (Progressistas)
O plano da candidata foca na instituição de uma política de educação digital. Inicialmente, a aprendizagem seria presencial e a distância, depois, ubíqua (ou seja, em todos os lugares), tornando-se o padrão de formação do estudante do Século 21.
Angela Amin acredita que a crise acelerou a oportunidade de uma grande revolução no setor educacional, com o uso intensivo de tecnologias digitais.
Dr. Ricardo (Solidariedade)
Pretende governar com sete secretarias, uma delas a de educação. As atividades das escolas municipais teriam contraturno: fora da aula regular, atividades direcionadas na escola.
Também propõe a implantação de um “Sistema de Educação Inteligente” com o uso de tecnologia. Dr. Ricardo quer manter a frota do transporte escolar em boas condições e viabilizar o acesso do transporte a todos os alunos.
Gabriela Santetti (PSTU)
Nos planos dela está a recontratação dos trabalhadores da educação, demitidos de forma direta pelo município e dos professores não concursados, ACT’s.
Também defende uma educação pública de qualidade, com mais investimento e valorização dos trabalhadores da área.
Outra proposta de Gabriela Santetti é dedicar 30% do orçamento para a manutenção e desenvolvimento da educação e 6% para a educação inclusiva em Florianópolis.
Gean (DEM)
O candidato à reeleição quer ampliar programas educacionais, de inclusão, profissionalizantes, vocacionais e o acesso à educação integral. Pretende aperfeiçoar a política de valorização de professores e carreiras da educação.
Gean quer aprimorar o uso das ferramentas tecnológicas disponíveis entre professores e alunos e democratizar o acesso à pesquisa e ao conhecimento por meio de ambientes virtuais de aprendizagem.
Helio Bairros (Patriota)
Um modelo de educação que prepare o indivíduo para o amplo exercício da cidadania é o que defende o candidato. O Patriota busca a implementação do modelo cívico-militar nas escolas.
O candidato detalha algumas ideias, como a proteção e valorização de professores, melhorias na estrutura das escolas e na acessibilidade.
A proteção das escolas também é uma preocupação de Helio Bairros e está detalhada com ações no ambiente interno e externo.
Jair Fernandes (PCO)
É contrário ao Ensino a Distância (EAD) em todos os níveis. Apoia o cancelamento do ano letivo e a volta as aulas só com o fim da pandemia e com vacina. Almeja a estatização do ensino em todos os níveis e o fim do ensino pago.
Por outro lado, Jair Fernandes apoia a isenção na cobrança das mensalidades enquanto não houver vacina contra a Covid-19 e as aulas estiverem paralisadas.
Orlando Silva (Novo)
Ele defende a readequação das atribuições da Secretaria de Educação para transformá-la em agente fiscalizadora da qualidade de ensino.
Outro objetivo de Orlando é a implementação do modelo de escolas conveniadas (Charter Schools), passando a gestão escolar para uma Organização Social (OS).
Na proposta de Orlando, inicialmente, o modelo seria nas escolas com os cinco piores IDEBs (Índice de Desenvolvimento de Educação Básica) da Capital.
Pedrão (PL)
Ampliar o número de vagas para Educação Infantil (creches e pré-escola) por meio de parcerias com organizações da sociedade civil e o sistema de educação privado é uma das propostas.
Pedrão que criar a “Sala de Situação em Educação”, para acompanhar, em tempo real, a demanda por vagas na rede municipal, número de profissionais, alunos matriculados e outras informações relevantes para o monitoramento das políticas educacionais.
Professor Elson (PSOL)
O candidato quer implantar a educação integral nas escolas do Ensino Fundamental de maneira gradual e consolidar os Conselhos de Escolas em todas as unidades da rede.
Ele também defende o fortalecimento da Política de Educação de Jovens e Adultos (EJA) e o Conselho Municipal de Educação.
Elson defende a promoção de iniciativas nas escolas municipais que eduquem para a convivência com as diferenças a fim de prevenir crimes de ódio contra minorias.
O cenário da Educação na Capital
A rede municipal de educação em Florianópolis obteve reconhecimento histórico há não muito tempo. Em 2012, a cidade alcançou média seis no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), marca de países do primeiro mundo, como França e Alemanha.
A Covid-19, no entanto, tirou todas as crianças do ensino presencial em 18 de março, início do ano letivo e a volta às aulas ocorre, nesta semana, de forma gradual, em Santa Catarina.
De acordo com os dados disponíveis no site da Secretaria de Educação, a Capital possui 38 Escolas de Educação Básica e conta com 85 Núcleos de Educação Infantil.