A candidatura do ex-juiz Sérgio Moro, que vinha se arrastando com uma sucessão de equívocos políticos e sem estratégia, recebeu dois torpedos nos últimos dias, um deles em Santa Catarina.
Ex-deputado está entre União Brasil e PSD – Foto: DivulgaçãoO primeiro veio com as escabrosas declarações do deputado Arthur do Val, de São Paulo, confessando que fazia turismo sexual na viagem à Ucrânia. Cassação de seu mandato é o mínimo que a sociedade espera. Arthur do Val é um dos apoiadores de Sérgio Moro em São Paulo.
O segundo fragiliza a campanha do ex-ministro da Justiça em Santa Catarina com o cancelamento da filiação no Podemos do ex-deputado Paulo Bornhausen, presidente de honra do Diretório Regional. O líder político não tinha mais espaços no partido, foi escanteado sem explicações pela direção nacional e vai se inscrever em outra sigla. Está entre o União Brasil e o PSD. É adepto da “nova via” em Santa Catarina e poderá se engajar na campanha ao governo do prefeito Gean Loureiro.
SeguirPaulinho Bornhausen foi o responsável pela atuação dos principais nomes do Podemos em Santa Catarina, aí incluídos os prefeitos Mário Hildebrandt, de Blumenau, e Fabricio de Oliveira, de Balneário Camboriú, que estão fora das negociatas denunciadas pelo ex-irigente.
Foram incontáveis os contatos que manteve com o fundador do Podemos, senador Álvaros Dias, e líderes de expressão estadual que tinham convites para inscrição em outras siglas. O crescimento do Podemos no Estado nas eleições municipais é creditado a Paulinho Bornhausen.
Quando o Bornhausen anunciou que estava declinando da candidatura ao senado para concorrer à Câmara Federal sinalizou sua total contestação ao comando do partido pelo ex-prefeito Camilo Martins.
Paulinho sai atirando. Ao proclamar que estava totalmente desconfortável no partido, fulminou: “Estou muito triste. O Podemos virou um balcão de negócios.”