A maior surpresa deste delicado e histórico processo veio pelo voto do deputado Sargento Lima, líder do PSL, livrando a vice-governadora do processo e garantindo-lhe a posse como governadora interina no próximo dia 27 de outubro.
Deputado Sargento Lima (PSL) durante votação do impeachment – Foto: Divulgação/Agência Alesc/NDO parlamentar bolsonarista furou o acordo entre os 40 deputados no encaminhamento dos dois processos, sobretudo, porque o convencimento até então era de que as duas autoridades haviam cometido crime de responsabilidade na isonomia salarial dos procuradores.
A versão que circulou na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) é de que Lima teria recebido pedido da presidência da República em favor de Daniela.
SeguirO deputado negou esta hipótese, através da assessoria. Foi decisão pessoal, convencido da inocência da vice-governadora, que ele defendeu ao condenar com veemência as perseguições e “atos de desconstrução” promovidos pelo governador Moisés.
Todo o discurso do parlamentar, na hora do voto, foi justamente contra o que classificou de traições de Moisés.
Isolado, partidário ou ideológico, a verdade é que o voto do deputado Sargento Lima ficou na história. Ele mudou o desfecho do primeiro processo de impeachment contra o governador e a vice.