*Interino Diogo de Souza
O vereador sargento Mário Mattos (PL) pediu a abertura de investigação contra Maikon Costa (PL), que está licenciado por questões pessoais, na sessão ordinária desta segunda-feira (25).
Passagem do cargo entre Maikon Costa [à esquerda, em pé] para o sargento Mário Mattos [assinando] – Foto: CMF/Divulgação/NDO manifesto foi registrado no espaço do grande expediente da sessão ordinária. Mattos, que foi eleito suplente na mesma chapa de Costa, alega “abuso de poder” e “impedimento do exercício da função legislativa” por parte do titular.
Mattos convocou os demais vereadores para que a Câmara de Vereadores abra “com autorização da mesa diretora” um processo de investigação contra Maikon Costa.
Mattos, ainda com a palavra, revelou que não consegue despachar do gabinete, segundo ele, por impedimento do parlamentar licenciado. Revela que está “há 15 dias” legislando de maneira improvisada e que, de alguma maneira, vem contando com a “ajuda dos demais vereadores”.
O manifesto do vereador suplente ganhou o apoio de alguns vereadores como Roberto Katumi (PSD), Renato da Farmácia (PSDB), Maryanne Mattos (PL) e Pri Fernandes (Podemos).
O episódio
Conforme trazido pelo vereador Mattos, o “cúmulo” teria acontecido na última sexta-feira (22), quando os parlamentares tiveram que ser contidos por testemunhas do desentendimento.
“O cúmulo dessa escalada de lesão de direitos, se deu na última sexta-feira que eu tive a sala invadida pelo titular, afrontas, ameaças dentro da sala que foi cedida a mim para trabalhar”, manifestou o vereador que é policial militar da reserva. O vereador afirmou que registrou um boletim de ocorrência acerca do caso.
O que diz o vereador citado
A coluna Bom Dia entrou em contato com o vereador licenciado, Maikon Costa, que explicou que o episódio relatado pelo vereador Mattos se deu “no gabinete da presidência” e que trata-se de “local de acesso público a todos os cidadãos”.
Questionado sobre impedir o substituto de trabalhar, Maikon se defendeu e disse que “o gabinete está todo a disposição dele”.
Maikon, que se mantém licenciado até o dia 30 de dezembro, encaminhou uma nota à coluna:
Confira:
Diferentemente de outros ocupantes da mesma posição, que não permitem a alternância de suplentes, sempre dei prioridade ao rodízio para proporcionar oportunidades e demonstrar respeito pelo sufrágio universal. Em resumo, a posse de Mattos não teria ocorrido sem o meu consentimento, além de ser um gesto importante que permitiu sua aposentadoria antecipada das fileiras da Polícia Militar.
É natural que um suplente acompanhe as atividades do titular, mantendo as agendas positivas, pautas e reuniões previamente agendadas e planejadas. No entanto, Mattos optou por deixar de lado um trabalho sério e dedicado para focar em sua agenda pré-eleitoral. Isso demonstra três coisas: que não impomos restrições à sua titularidade e, em segundo lugar, uma ingratidão sem precedentes, e terceiro falta de compromisso com a cidade.
Os desentendimentos entre Mattos e eu tiveram início quando ele começou a ser influenciado por outras lideranças políticas, partidárias e até mesmo militares. Isso afetou a continuidade de nosso mandato e o andamento de questões importantes relacionadas às possíveis irregularidades nas licitações de castração de animais na DIBEA, das quais Mattos cancelou sua participação na delegacia de Proteção Animal em cima da hora, além de outros despachos da Operação Lajotaço e Entulho (Propinão), que estão pendentes desde que ele assumiu nosso gabinete.
A última situação ocorreu na sexta-feira (23), na sala de reuniões da presidência, onde eu estava reunido com um assessor da presidência. Esse é um local de acesso público a todos os cidadãos. No entanto, Mattos chegou de forma ameaçadora e constrangedora, emitindo ordens ilegais para que eu deixasse o recinto, chegando a me ameaçar com frases como “Eu te pego na porrada”, “Vou chamar a polícia” e “Vou te prender”.
É notável que Mattos tem demonstrado um alto grau nervosismo, especialmente após receber críticas por ser policial e ter feito críticas contundentes na tribuna à operação da polícia civil que resultou na prisão de um servidor da prefeitura envolvido em propina.
Além de sua atitude agressiva e ameaçadora em relação a mim, existem outros fatos com terceiros, como poderemos comprovar posteriormente com evidências concretas. Neste momento, estamos avaliando as medidas legais apropriadas a serem tomadas tanto no âmbito civil quanto no âmbito criminal.
Desejo a Mattos um sábio fim de mandato neste última semana e uma reflexão sua passagem no parlamento municipal e principalmente no que isso agregou para cidade.
“Quem pratica a bondade, tem que ter a coragem de suportar a ingratidão.”