Operação Alcatraz: Mais seis processos de responsabilização administrativa são abertos em SC

Agora são 12 processos abertos para apurar possíveis fraudes em contratos de telefonia e de videoconferência; prejuízos ultrapassam R$ 30 milhões

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Mais seis PAR (Processo Administrativo de Responsabilização) contra empresas envolvidas na Operação Alcatraz foram instaurados nesta segunda-feira (28) pela CGE-SC (Controladoria-Geral do Estado).

Porta principal do Centro Administrativo de Santa Catarina – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Divulgação/NDPorta principal do Centro Administrativo de Santa Catarina – Foto: Ricardo Wolffenbüttel/Divulgação/ND

Com outros seis anteriores, agora são 12 processos abertos para apurar possíveis fraudes em contratos de telefonia e de videoconferência, firmados pelo governo entre 2010 e 2016.

Os prejuízos ultrapassam R$ 30 milhões, segundo levantamento da CGE-SC. Análises prévias apontam superfaturamento nas contratações e pagamento superior ao número de ramais de telefonia efetivamente instalados nos órgãos públicos.

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As portarias com o nome das empresas e dos servidores que vão integrar as comissões processantes foram publicadas na edição do “Diário Oficial do Estado” desta segunda-feira (28).

As empresas são:

  • We7 Desenvolvimento e Comércio de Soluções
  • Digitalnet Brasil Sistemas de Colaboração
  • Harley de Aguiar Junior Eireli
  • Brest Telecom
  • One Linea Telecom
  • Inside Solutions (SGM Informática)

“Cabe às comissões tomar o depoimento dos interrogados e das testemunhas e fazer a coleta de provas documentais e periciais, entre outras ações”, explica o controlador-geral do Estado, Cristiano Socas da Silva.

Segundo o controlador, outros seis processos relacionados ao caso ainda devem ser instaurados em breve.

O processo de responsabilização de empresas, previsto pela Lei Anticorrupção, tem o objetivo de punir as organizações para evitar que continuem praticando fraudes. As sanções vão desde o pagamento de multa até o impedimento de contratar com a administração pública.