Um bombardeio de críticas contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, por determinar nova operação da Policia Federal contra empresários bolsonaristas, avança nas redes sociais da Internet.
Ministro Marco Aurélio Melo: Brasil não pode ter estes retrocessos – Foto: ArquivoO Brasil vive na prática um estado policialesco, em que cidadãos não tem garantia de seus direitos e liberdades. Os empresários não tem foro privilegiado e, portanto, deveriam ser alvo de inquéritos na primeira instância, se é que estariam começando algum delito.
Entre os oito relacionados está o catarinense Luciano Hang, fundador e dono da Havan.
SeguirJuristas nacionais de expressão condenaram a decisão do presidente do TSE, classificando-a de ditatorial, eis que é decorrente do “inquérito do fim do mundo”, rejeitado pelo pensamento jurídico democrático, por sua origem inconstitucional.
Na análise politica há um consenso: a medida é mais uma de caráter intimidatório para conter manifestações de eleitores pelas redes sociais, quando o Brasil está a apenas 40 dias das eleições.
O Brasil vive tempos sombrios, com estas decisões de ministros do STF. A Constituição Federal vem sendo violada com frequência inédita, atingido a liberdade de expressão, os direitos individuais e a violação de vários dispositivos.
O ministro aposentado Marco Aurélio Melo, do STF, declarou-se atônico com a medida de seu colega magistrado. Classificou a operação como “extravagante”, favorável que é a defesa de forma absoluta da liberdade de expressão.
As buscas ocorreram em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará. São alvos os empresários Luciano Hang, da Havan; Meyer Joseph Nigri, dono da Tecnisa; Afrânio Barreira Filho, do Coco Bambu; Ivan Wrobel, da W3 Engenharia; José Isaac Peres, dono da rede Multiplan; José Koury, dono do Barra World Shopping; Luiz André Tissot, do Grupo Sierra; e Marco Aurélio Raymundo, da Mormaii.
Todos são apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).