Operação Mensageiro: Papanduva pode ter novas eleições para prefeito e vice; entenda

Papanduva pode repetir os passos de Canoinhas, que realizou eleição suplementar em 2022

Gabriel Andrade Joinville

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O município de Papanduva, no Planalto Norte de Santa Catarina, pode ter novas eleições para a prefeitura ainda este ano. Isso acontece porque a licença do prefeito Luiz Henrique Saliba (PP), preso na Operação Mensageiro, vence nesta quinta-feira (18) e pode não ser renovada pela Câmara Municipal.

No caso de novas eleições. os eleitos devem completar o mandato dos antecessores – Foto: Prefeitura de Papanduva/Divulgação/NDNo caso de novas eleições. os eleitos devem completar o mandato dos antecessores – Foto: Prefeitura de Papanduva/Divulgação/ND
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Os vereadores de Papanduva aprovaram no começo deste ano uma licença de 90 dias ao prefeito preso. Assim, Saliba não tinha deixado oficialmente o cargo. Se a licença não for renovada, o munícipio ficará oficialmente sem sem prefeito e vice eleitos, abrindo espaço para novas eleições.

O vice-prefeito, João Jaime Iankoski (PSD), renunciou ao cargo no último dia 25. A cadeira de prefeito está sendo ocupada pelo então presidente da Câmara de Vereadores do município, Jeferson Chupel (PSD).

De acordo com a Lei Orgânica Municipal de Papanduva, no caso dos cargos de prefeito e vice-prefeito ficarem vagos durante os três primeiros anos do mandato, o município deve realizar novas eleições no prazo máximo de 90 dias. Os novos eleitos vão completar o período dos antecessores.

Papanduva pode repetir os passos de Canoinhas, no Norte catarinense. Os moradores  tiveram que eleger em 2022 novos nomes para comandar a prefeitura após Beto Passos (PSD) renunciar ao cargo. O político e o vice, Renato Pike (PL), havia sido presos em 29 de março na sétima fase da Operação Et Pater Filium.

Impeachment

A expectativa é que a Câmara de Vereadores não estenda a licença de Saliba, já que os vereadores aprovaram no começo de maio a abertura do processo de impeachment contra prefeito.

Em Papanduva, o MPSC (Ministério Público do Estado de Santa Catarina) apontou que a Versa Engenharia ganhou os três contratos com a prefeitura nos quais concorreu, sendo o primeiro deles em 2013. Desde então, foram pagos R$ 7,8 milhões.

O MPSC classifica o esquema revelado pela Operação Mensageiro como “maior esquema de propinas da história do Estado”.

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