Operação Presságio: Prefeitura de Florianópolis diz que vai auditar contratos investigados

Estrutura chamada de "Cidade do Samba" aparece como cenário de um dos supostos esquemas de corrupção revelados pela Operação Presságio; prefeitura deve auditar qualquer indício de ilegalidade

Foto de Amanda Sperotto

Amanda Sperotto Florianópolis

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Na manhã desta quinta-feira (30), a prefeitura de Florianópolis afirmou que vai auditar os contratos investigados na Operação Presságio. A operação chegou à segunda fase nessa quarta-feira (29), e indicou que a “Cidade do Samba”, estrutura localizada nos fundos do CentroSul, era palco do suposto esquema de corrupção investigado.

Imagem da tenda fornecida pela empresa fotografada pela Polícia Civil sobre a operação presságio Imagem da tenda fornecida pela empresa fotografada pela Polícia Civil – Foto: Reprodução/Polícia Civil/ND

A posição do governo municipal veio por meio de nota. “A Prefeitura de Florianópolis informou que segue acompanhando as investigações e que vai auditar, através da sua corregedoria, qualquer indício de ilegalidade dentro dos processos internos”, disse.

Segunda fase da Operação Presságio

Polícia Civil de Santa Catarina prendeu nesta quarta-feira (29) quatro suspeitos no âmbito da segunda fase da Operação Presságio, que apura contratos supostamente fraudulentos na Prefeitura de Florianópolis.

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Quem são os presos na Operação Presságio

  • Ed Pereira, ex-secretário de Turismo, Cultura de Florianópolis;
  • Cleber Ferreira, apontado como operador financeiro do esquema;
  • Lucas da Rosa Fagundes, ex-gerente de Projetos da Fundação Municipal de Esportes, vinculada a Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Esporte;
  • Renê Raul Justino, ex-diretor de projetos da Fundação Franklin Cascaes.
Ed, Renê, Lucas e Cleber foram presos na segunda fase da Operação – Foto: Reprodução/NDEd, Renê, Lucas e Cleber foram presos na segunda fase da Operação – Foto: Reprodução/ND

O que é investigado na Operação Presságio

As investigações tiveram início a partir da apuração de um suposto esquema de corrupção na coleta de lixo em Florianópolis, que envolvia a contratação ilegal de uma empresa terceirizada para realizar o serviço.

Conforme apurado, a companhia Amazon Fort, de Porto Velho, em Rondônia, teria sido acionada para atuar durante uma greve da Comcap, mas teria permanecido prestando serviço por dois anos, sem licitação.

Área da Nego Quirido foi utilizada para transbordo de lixo, por caçamba da Amazon Fort – Foto: Reprodução/NDÁrea da Nego Quirido foi utilizada para transbordo de lixo, por caçamba da Amazon Fort – Foto: Reprodução/ND

O que despertou a desconfiança sobre a existência de fraude foi um suposto crime ambiental no município. De acordo com as investigações, havia despejo de resíduos em um terreno municipal próximo à Passarela Nego Quirido, no Centro da cidade.