A oposição na Câmara de Vereadores de Florianópolis já conseguiu seis, das oito assinaturas suficientes para instalação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a prática e atos de agentes públicos supostamente envolvidos em esquema investigado pela Operação Presságio, desencadeada nesta quinta-feira (18) pela Polícia Civil.
Câmara de Florianópolis pode abrir CPI para apurar denúncias da Operação Presságio – Foto: CMF/Divulgação/NDSão necessárias oito assinaturas, dos 23 vereadores, para abertura da CPI. Por enquanto, quatro deles, manifestaram favoráveis: Afrânio Boppré (PSOL), Cintia Mandato Bem Viver (PSOL), Tânia Ramos (PSOL), Carla Ayres (PT) e Maikon Costa (PL).
A vereadora Manu Vieira (Novo) que tinha solicitado cópia do requerimento para depois decidir seu posicionamento, definiu na tarde desta sexta-feira (19) assinar o requerimento. Uma vitória para a oposição ao prefeito Topázio Neto (PSD).
SeguirOposição quer transparência no contrato
“Resolvi assinar a CPI porque sinto falta da transparência nos números. Infelizmente já requeríamos como Câmara algumas vezes o contrato da Amazon, os contratos atuais. Então, o custo total da coleta de lixo hoje da cidade, ele é um custo que ele está muito obscuro, muito nublado”, disse Manu.
Segundo ela, é preciso ter clareza desse custo, até porque ocorreu o reajuste da taxa que foi muito superior ao da inflação. “Se questiona aí que o serviço está deficitário e a prefeitura foi provocada agir desse modo. Então vamos investigar esses números, vamos dar transparência pra eles”, pontuou.
CPI teria prazo de 90 dias
Os secretários municipais, Ed Pereira, da pasta de Turismo, Cultura e Esporte e Fábio Braga, do Meio Ambiente, foram alvos de busca e apreensão na manhã desta quinta.
A suspeita é de que os dois agentes públicos estão envolvidos em um esquema ilícito que contratou, em 2021, uma empresa terceirizada de coleta de lixo. Além dos secretários da Prefeitura, também são citados servidores comissionados lotados em funções na Câmara Municipal.
A CPI teria em um prazo de 90 dias, prorrogáveis por igual período, por decisão de seus membros, ou do Plenário, para apurar e investigar a prática e atos de agentes públicos municipais supostamente envolvidos no esquema ilícito.