O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que não haverá prorrogação do estado da calamidade nem do chamado “orçamento de guerra”.
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante cerimônia de posse do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux. – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/NDSegundo ele, o governo precisa organizar o orçamento do próximo ano dentro das atuais regras fiscais, respeitando a regra de ouro e a Lei de Responsabilidade Fiscal.
Do contrário, disse que o governo vai voltar com a “maldita CPMF ou outro imposto com nome bonito”, criticou.
SeguirMaia defendeu que a prioridade seja a pauta econômica e voltou a defender a convocação do Congresso em janeiro para votar, aprovar e promulgar a PEC Emergencial.
Mudança no ministério do Turismo
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) demitiu ontem o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio. Quem deve assumir o cargo é o atual presidente da Embratur, Gilson Machado.
Álvaro Antônio ficou no cargo por pouco mais de 1 ano e 11 meses, tendo ingressado no governo em 1º de janeiro de 2019. Em 2019, o Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais denunciou Álvaro Antônio por crimes envolvendo candidaturas-laranja do PSL em 2018.
Exemplo a ser seguido
O prefeito eleito de Crissiumal, na região Noroeste do Rio Grande do Sul, Marco Aurélio Nedel (Podemos), anunciou que vai abrir mão do salário e irá comandar o município pelos próximos quatro anos, de forma voluntária.
Além disso, sua esposa Vera Lúcia Nedel assumirá a secretaria de Assistência Social e, igualmente, abrirá mão do salário e comandará a pasta sem receber pagamentos. Ele e a mulher são aposentados. A decisão deles vai gerar uma economia de R$ 1,2 milhão aos cofres públicos.
Igual para todos
O portal da Câmara dos Deputados deu espaço para a catarinense Carmen Zanotto (Cidadania) nessa polêmica discussão sobre a vacina contra a Covid-19.
Relatora de comissão externa da Casa nas tratativas do tema, ela vê com preocupação uma corrida para vacinar por aqueles que têm mais estrutura, em detrimento dos pequenos municípios.
Defende o que é sensato: que a vacina seja um patrimônio de todos os brasileiros e que seja garantido acesso igualitário a todos.
Caos
A segunda votação do tribunal de julgamento, transferida da próxima segunda-feira (14), tem um ato de importância política que deve ser levado em consideração. Não há mais motivo para afastar o governador de SC como o ocorrido em final de outubro.
As lideranças empresariais estão indignadas devido ao momento de crescimento da contaminação por coronavírus e que, com o fim das eleições, é hora de fazer o Estado assumir seu protagonismo. Este tira-põe-tira não comunga mais com o clima atual.
Sabem que é agora que o cenário positivo deve ganhar as ruas, assumir a guerra contra a Covid-19 e entrar em 2021 com a força da máquina industrial e comercial. Impeachment não tem mais voz entre os cidadãos que desejam rumos de acertos a seu favor. Não tem mais palco político para derrubada.