Os 200 anos da Independência do Brasil e as eleições de outubro

Brasil precisa resgatar os heróis da Pátria e da nacionalidade

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Data histórica que nunca mais se repetirá, os 200 anos da Proclamação da Independência do Brasil remetem a muitas análises e releituras.

Os livros de história, uma certa literatura e alguns filmes e programas televisivos transmitiram versões deformadas, negativas e pejorativas de integrantes da família imperial, diminuindo a relevância histórica do 7 de Setembro e reduzindo a autoestima dos brasileiros.

Independência do Brasil,Pedro Américo,Gravuras, imagens antigas,independência. – Foto: Agência Brasil – EBCIndependência do Brasil,Pedro Américo,Gravuras, imagens antigas,independência. – Foto: Agência Brasil – EBC

João VI, que revelou astúcia e inteligência ao transferir a Família Real para o Brasil, foi o único que frustrou os planos de Napoleão Bonaparte na dominação europeia. Só a Coroa Portuguesa permaneceu viva.

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Chegando no Brasil, abriu os portos para todas as nações, criou o Banco do Brasil, a Biblioteca Nacional, o Jardim Botânico, a Imprensa Régia, além de uma Escola de Medicina na Bahia.

Apesar disso, em produções da mídia, o desprezo pelo monarca, que aparece gordo, comendo coxa de galinha e com atitudes menores.

Com D. Pedro I registra-se perfil igualmente com visível esforço de ridicularização. Injustiça histórica. O Príncipe merece as críticas sobre a verdadeira humilhação a que submeteu a Imperatriz Leopoldina com a amante, a Marquesa de Santos. Mas sua atuação, inteligência e coragem de libertar o Brasil de Portugal nem sempre merecem a mesma valorização.

Situação semelhante ocorre com D. Pedro II. Culto, inteligente, falava sete línguas, era especialista em estudos egípcios, um entusiasta da fotografia e colecionador exigente de obras de arte.

Quantos líderes políticos aqui mesmo em Santa Catarina podem se orgulhar de ter estas virtudes e qualidades?

A independência política foi declarada há 200 anos. Mas, para as atuais e futuras gerações, ela será confirmada ou negada no mês de outubro com as eleições presidenciais.

Ou o povo acorda, desperta o gigante e confirma sua magnífica trajetória histórica ou se sujeita a este triste ativismo judicial tirânico, que quer equiparar o Brasil à Venezuela.