*Thiago Oliveira, interino
A passagem do governador Carlos Moisés por Criciúma foi marcada pelo investimento em obras que chamam a atenção, como é o caso da quarta etapa do Anel Viário e a construção de um complexo turístico na Mina de Visitação. Mas entre os outros repasses feitos, entre pavimentações de ruas e rodovias, uma chama a atenção: os recursos para tirar do papel um sonho que já dura 30 anos.
Projeto do Porto Seco é aguardado há 30 anos pelos transportadores de Criciúma – Foto: Reprodução/NDMoisés assinou a autorização de licitação para pavimentação das avenidas Dilnei Luiz Piovesan e Célio Grijó, localizadas no Porto Seco. Um investimento de R$ 5 milhões para que a chamada “Cidade dos Transportes” finalmente saia do papel depois de três décadas.
SeguirTambém chamado de Cidade dos Transportes, o Porto Seco pretende ser um espaço para concentrar as transportadoras e desafogar o fluxo de veículos pesados da área urbana de Criciúma. Como acontecerá a constante entrada e saída de mercadorias, tal qual um porto tradicional, surgiu a ideia de batizá-lo de Porto Seco, como já existe em grandes metrópoles brasileiras, como São Paulo e Porto Alegre.
“O Porto Seco vai beneficiar os transportadores e a cidade. O caminhão pesado circulando na zona urbana gera uma despesa muito grande e uma lentidão no trânsito. Com esse projeto, concentrando as empresas lá, a cidade fica limpa de veículos pesados. Hoje, os caminhões chegam aqui de diversas partes do Brasil para descarregarem nos mercados, atacados, cerâmicas, e depois fica rodando pelos bairros da cidade procurando carga para retornar a sua origem. Isso gera lentidão e estrago na infraestrutura rodoviária. Com isso, vamos eliminar grande parte desse problema de Criciúma. O motorista que vem de fora, descarrega em um local e lá mesmo já vai encontrar carga para retornar”, detalha o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Sul de Santa Catarina (Setransc), Lorisval Piucco.
O Setransc estima uma rota de 20 mil veículos por mês. Além de sediar as transportadoras, o local de 580 mil metros quadrados irá abrigar posto de combustíveis, oficinas mecânicas, borracharias e outros serviços, como farmácia, banco, despachante, posto policial, entre outros.
O Porto Seco tem espaço para comportar, no trecho a ser pavimentado nos próximos meses, cerca de 20 empresas. A maior parte destas já começaram as movimentações para construírem e ocuparem o espaço.
“Muitos dos nossos proprietários, assim que sair a pavimentação, já irão iniciar as obras. Temos, atualmente, uma empresa funcionando, três em construção, e outras 10 com projetos prontos apenas aguardando a pavimentação para levantar os pavilhões. Como a situação se prolongou por décadas, muitos empresários que compraram terrenos lá já construíram em outro local. Vamos trabalhar para conseguirmos completar o complexo”, salienta.