PEC dos Precatórios é aprovada em 2º turno no Senado

Relatório ainda terá que passar por uma nova votação na Câmara, que deverá se posicionar sobre as alterações feitas no Senado nesta quinta

Estadão Conteúdo Brasília

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O relatório da PEC dos Precatórios foi aprovado nesta quinta-feira (2), em segundo turno, por 61 votos a 10, no Senado. A ocasião encerrou a tramitação da medida na Casa, que abre um espaço fiscal de R$ 106,1 bilhões em 2022 e permite a implantação do Auxílio Brasil no valor de R$ 400 a partir deste mês de dezembro.

PEC é aprovada em segundo turno no Senado – Foto: Cleia Viana/Câmara dos DeputadosPEC é aprovada em segundo turno no Senado – Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

No primeiro turno de votação, o placar foi de 64 votos favoráveis e 13 contrários, onde havia mais senadores presentes à sessão no momento. A PEC ainda terá que passar por uma nova votação na Câmara, que deverá se posicionar sobre as alterações feitas no Senado.

Havia uma articulação para fatiar a proposta na promulgação. No entanto, as mudanças feitas no Senado blindaram o risco em função da redação feita.

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O vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), declarou que a PEC voltará para a Câmara. Ainda nesta quinta, os senadores também darão aval à Medida Provisória que institui o Auxílio Brasil.

Destaque rejeitado

Antes da aprovação em segundo turno, o Senado rejeitou um destaque apresentado pelo PT e manteve o limite de pagamento de despesas com sentenças judiciais imposto pela PEC dos Precatórios.

No primeiro turno, o relatório da PEC foi aprovado após um acordo do governo para carimbar o espaço fiscal ao Auxílio Brasil e despesas previdenciárias e limitar o pagamento de precatórios até 2026, e não mais até 2036. Com as concessões, o governo conseguiu votos em bancadas que resistiam a apoiar a PEC.

Entre os seis senadores do PT, houve cinco votos favoráveis no primeiro turno. Jean Paul Prates (RN) se absteve. No Podemos, que chegou a fechar questão contra a PEC e depois liberou a bancada, o texto recebeu no primeiro turno o voto favorável de três dos nove parlamentares: Flávio Arns (PR), Jorge Kajuru (GO) e Marcos do Val (ES).

O PDT, que enfrentou um impasse ao dar votos favoráveis na Câmara, deixou de orientar formalmente a bancada no Senado durante a votação, mas os três senadores da legenda votaram contra a aprovação do texto no primeiro turno.

Defesa

O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), defendeu o ministro da Economia, Paulo Guedes, após a aprovação da PEC.

Bezerra lembrou que o chefe da pasta foi alvo de críticas durante a tramitação da proposta, que foi apontada como um brecha para “farra fiscal” em 2022, ano eleitoral.

O líder do governo disse que procurou construir um “texto médio” de entendimento após fazer uma “escolha difícil” ao propor a PEC, que limita o pagamento de precatórios, adiando parte das dívidas reconhecidas pela Justiça, e altera o cálculo do teto de gastos a partir no que vem.

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