O período de janela partidária, prazo em que deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de partido sem risco de perder o mandato para concorrer às eleições deste ano, termina nesta sexta-feira (1º).
As eleições estão marcadas para o dia 2 de outubro, com o segundo turno no dia 30. As informações são do R7.
Pleito eleitoral está marcado para os dias 2 e 30 de outubro – Foto: Roberto Jayme/Divulgação/NDO prazo de 30 dias faz parte do calendário eleitoral deste ano e está previsto na Lei das Eleições, de 1997. A regra específica, relativa à fidelidade partidária foi redefinida por meio da reforma eleitoral de 2015, mas já havia decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesse sentido.
SeguirDessa maneira, caso um deputado ou vereador troque de partido, sem justa causa, a legenda poderá pedir que esse parlamentar perca o mandato. O entendimento é que o mandato é do partido e não da pessoa eleita.
Possibilidades de justa causa
A lei considera três possibilidades como justa causa para a desfiliação partidária: “mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; grave discriminação política pessoal; e mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede o prazo de filiação exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do mandato vigente”. Essa última é a janela partidária.
Movimentações
O ex-juiz Sergio Moro assinou a filiação ao União Brasil nesta quinta-feira (31) e deixou o Podemos. Ele ainda não decidiu qual o cargo que vai concorrer nas eleições deste ano. Em novembro de 2021, Moro se filiou ao Podemos e foi lançado, na época, como pré-candidato à Presidência.
Na última segunda (28), os ministros da Infraestrutura, Tarcísio Freitas e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, se filiaram ao Republicanos. Antes deles, no dia 16 de março, o vice-presidente Hamilton Mourão também havia se filiado.
Para entrar no partido, o general da reserva deixou o PRTB (Partido Renovador Trabalhista Brasileiro). O anúncio de que ele não iria integrar a chapa à reeleição de Bolsonaro e, sim, se candidatar ao Senado pelo Rio Grande do Sul foi feito também em fevereiro.