Pesquisa de opinião mostra que cidadão espera mais da UFSC e quer volta imediata às aulas

Consulta realizada pelo Instituto Mapa aponta que alunos são os mais prejudicados pela posição intransigente da reitoria; entrevistados entendem que decisões tem motivação política de esquerda

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O cidadão espera muito mais da Universidade Federal de Santa Catarina. Além disso, quer o retorno imediato das aulas presenciais. Esse é o extrato da pesquisa de opinião pública realizada pelo Instituto Mapa, publicada em detalhes pelos veículos do Grupo ND.

A avaliação do contribuinte é a de que a UFSC deveria seguir o caminho já trilhado, há meses, em todos os níveis das redes pública e particular de ensino do Estado. A opinião pública mostra uma percepção que é bastante óbvia e lógica, mas que a cúpula universitária teima em não enxergar.

UFSCCampus da UFSC em Florianópolis, sem aulas presenciais desde o início da pandemia do coronavírus – Arte sobre imagem de divulgação

A previsão mais recente estabelece o retorno às aulas presenciais na UFSC somente em março de 2022, ou seja, dois anos após o início da pandemia do novo coronavírus.

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Até lá, muitos professores e servidores públicos continuarão em casa, com os salários em dia, é claro. Serão dois anos de um atraso vergonhoso na produção de conhecimento. Um estrago que será irreversível na carreira de milhares de estudantes, com reflexos nas áreas de pesquisa e desenvolvimento. Só o tempo mostrará os reflexos da postura intransigente.

A pesquisa do Instituto Mapa contraria a narrativa estabelecida pelo reitor. O levantamento popular confirma que a UFSC deixou de cumprir seu papel e está na contramão do que espera a maioria da sociedade. E, o pior, contaminada por motivações políticas de tendência ideológica esquerdista, conforme o resultado da consulta pública.

Quem sabe, essa sabatina junto ao contribuinte abra os olhos da alta cúpula universitária. Seria louvável que o corpo diretivo da UFSC pudesse atuar para reparar os erros que vem cometendo, antecipando imediatamente a retomada das atividades plenas – seguindo todos os protocolos de segurança sanitária – a exemplo do que o mundo inteiro vem fazendo.

Resta, também, a esperança de que a resposta da reitoria à manifestação popular não seja pautada em ciberataques pelas redes sociais, como tem sido o modus operandi diante dos apontamentos feitos pelo Grupo ND – que não abre mão de fazer jornalismo responsável e independente.

Retorno já

Os principais resultados apurados pelo Instituto Mapa indicam que a ampla maioria dos entrevistados querem a volta às aulas presenciais. Aliás, para 64,1%, as aulas na UFSC já deveriam ter voltado.

O percentual sobe para 76,1% se somarmos aqueles que entendem que as aulas podem ser em modelo híbrido – parte presencial e parte remoto. Quando o cidadão é questionado sobre o retorno presencial em cursos práticos, 71,1% avaliam que o retorno deveria ser imediato.

Prejuízo à educação 1

Os alunos, que vêm de várias partes do Estado e do país e se submetem ao vestibular mais concorrido de Santa Catarina, são os mais prejudicados pela postura intransigente da cúpula da UFSC, conforme 59,5% dos entrevistados.

Consequentemente, as pessoas ouvidas avaliam que o maior problema na falta de aulas está na aprendizagem (49,9%). Apenas 2,8% responderam que “ninguém” seria prejudicado. Outros 2% não souberam opinar. A conclusão é que o cenário de fim de feira estabelecido na cidade universitária é considerado prejudicial para 95,2% dos entrevistados, ou seja, quase todos.

Prejuízo à educação 2

A pesquisa de opinião pública também questiona a situação no Colégio de Aplicação. A soma de quem defende aulas presenciais com aulas mistas chega a 82,1%.

Apenas 14% acha que deveria continuar exclusivamente em modo virtual. Importante destacar que tanto as escolas da rede pública quanto da rede privada já estabeleceram protocolos de aulas presenciais em Santa Catarina.

Política de esquerda

Quase a metade dos entrevistados (49,1%) respondeu que a reitoria está, sim, fazendo uso político da pandemia. Aprofundando um pouco mais no critério da politização acadêmica, os entrevistados consideram que a corrente de pensamento ideológico vigente no campus é de esquerda (44,7%).

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