Para o tratamento precoce ou com sintomas leves da Covid-19, pouco mais da metade de uma amostra de 1.200 catarinenses de 56 municípios tomou ou tomaria medicamento do tipo hidroxicloroquina ou ivermectina prescrito pelo médico. Essa é uma das conclusões da pesquisa Avaliações Coronavírus e Sociopolíticas em SC, promovida pelo Grupo ND e realizada pelo Instituto Mapa no último dia 24 de julho em seis regiões de Santa Catarina.
Reprodução Instituto Map/NDaDe acordo com o levantamento, 56% da população pesquisada admite que adotou ou adotaria a hidroxicloroquina ou ivermectina para o tratamento precoce ou com sintomas leves do Covid-19, desde que prescritos por médico. Outros 27% declararam que não, enquanto 17% não sabe se tomaram ou tomariam os medicamentos.
Reprodução Instituto Mapa/NDAs proporções do público, que se mostra favorável à utilização desses medicamentos, regulam entre 54% e 61% em quase todas as regiões, sendo inferior na Grande Florianópolis (44%).
SeguirOs homens mostram-se ligeiramente mais propensos ao uso (61% diante de 51% de mulheres), assim como o público na faixa dos 25 aos 59 anos (entre 57% e 61%). Já os mais jovens são os menos favoráveis (46%).
Reprodução Instituto Mapa/NDA pesquisa também revela uma opinião pública catarinense bem dividida em relação ao desempenho geral do governo Carlos Moisés, com 32% na soma dos conceitos positivos (Ótimo e Bom), 31% no conceito neutro (Regular), e 30% na soma dos conceitos negativos (Ruim e Péssimo).
Na avaliação por regiões, observa-se um percentual ligeiramente menor de avaliações positivas na região Oeste e também entre os homens.
Reprodução Instituto Mapa/NDJá na avaliação da atuação do governador Carlos Moisés no enfrentamento à pandemia do coronavírus, as opiniões do público são mais desfavoráveis (53%) do que favoráveis (41%).
Para os catarinenses da amostra pesquisada, 12% entendem que o governador está fazendo tudo que pode; outros 30% declararam que Carlos Moisés está fazendo o possível; 31% acham que ele está fazendo bem menos que pode; e 21% dizem que o chefe do Poder Executivo Estadual não está fazendo quase nada. Apenas 6% não souberam opinar.
Reprodução Instituto MapaAs opiniões desfavoráveis sobre o desempenho do governador frente à pandemia prevalecem em todos os segmentos de público e são menos acentuadas entre os mais jovens. O público mais crítico é o da Grande Florianópolis, seguido Vale do Itajaí e do Norte do Estado.
Reprodução Instituto Mapa/NDO levantamento também quis saber o entendimento da população sobre a participação do governador Carlos Moisés no episódio da compra dos 200 respiradores pulmonares por R$ 33 milhões.
E para metade dos pesquisados, o governador tinha conhecimento da compra irregular e deveria ser responsabilidade, enquanto apenas 18% entende que ele não sabia e não deve ser responsabilizado. Outros 32% não tem opinião formada sobre o caso.
A opinião de que o governador tinha conhecimento das compras irregulares e deve ser responsabilizado prevalece em todos os segmentos de público.
Os homens tendem a ser mais críticos, porém, entre os mais idosos e os mais jovens, o percentual de opiniões críticas é menor, enquanto são maiores os percentuais dos que, nestes segmentos, não têm opinião formada a respeito do assunto.
Reprodução Instituto Mapa/NDDa mesma forma que o desempenho geral do governador Carlos Moisés, o pedido de impeachment também divide as opiniões da população catarinense: 35% a favor, 34% contra e 31% não têm opinião formada a este respeito.
É possível observar ainda proporções ligeiramente maiores de público favorável ao impeachment nas regiões Norte, Serrana e no Vale do Itajaí, e menor no Sul. A aprovação do pedido também é maior entre os homens, principalmente na faixa etária de 25 a 59 anos.
Reprodução Instituto Mapa/NDA credibilidade também não é um trunfo do atual governo, segundo a pesquisa, pois 45% da população declaram não confiar no Governador Carlos Moisés, contra 25% (um quarto da população) que confiam. Porém, quase um terço (30%) do público não soube opinar.
A declarada falta de confiança no governador é fato em todos os segmentos de público pesquisados, mas é acentuado na região serrana e no Vale do Itajaí, entre os homens e na faixa etária dos 25 aos 49 anos. Também neste quesito, a proporção de público sem opinião formada nas faixas etárias extremas (mais jovens e mais idosos) é ligeiramente maior.
Metodologia
A pesquisa Avaliações Coronavírus e Sociopolíticas em SC, promovida pelo Grupo ND, tem como objetivos específicos identificar posicionamentos da população catarinense em relação ao governo do Estado frente a questões relacionadas à pandemia do novo Coronavírus.
A metodologia é de pesquisa quantitativa por amostragem, por meio de entrevistas via telefone (fixo e celular). Foram realizadas 1200 entrevistas, distribuídas em 56 municípios, e estratificadas por cotas de gênero e faixa etária. A margem de erro máxima é de 2,8%, dentro de confiabilidade de 95%.