PF faz operação contra cúpula da PMDF por suspeita de omissão em 8 de janeiro

Agentes da PF cumprem sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão nesta sexta (18) autorizados pelo ministro do STF Alexandre de Moraes

Foto de Gabriela Coelho e Clarissa Lemgruber, do R7

Gabriela Coelho e Clarissa Lemgruber, do R7 Brasília

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A PF (Polícia Federal) realiza uma operação na manhã desta sexta-feira (18) contra integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal por atuação nos atos de 8 de janeiro.

Os nomes de alvos ainda são mantidos sob sigilo, porém segundo a reportagem, o comandante-geral da PMDF, coronel Klepter Rosa Gonçalves, e o ex-comandante da corporação coronel Fábio Augusto Vieira estariam entre os alvos. As informações são do R7.

A PF (Polícia Federal) realiza uma operação na manhã desta sexta-feira (18) contra integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito FederalAlvos da PF são suspeitos de omissão durante  atos de 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND

PF cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão

Os agentes cumprem sete mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

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Os alvos da PF são suspeitos de omissão durante os atos de 8 de janeiro, quando manifestantes invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes. As prisões foram solicitadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), após apresentar denúncia.

Em nota, a PGR informou que foi constatada uma “profunda contaminação ideológica de parte dos oficiais da Polícia Militar do DF que se mostrou adepta de teorias conspiratórias sobre fraudes eleitorais e de teorias golpistas”.

Segundo o órgão, há ainda menção a provas de que os agentes — que ocupavam cargos de comando da corporação — receberam, antes de 8 de janeiro, diversas informações de inteligência do movimento e o “risco iminente da efetiva invasão às sedes dos Três Poderes”.

Segundo as provas existentes, os denunciados conheciam previamente os riscos e aderiram de forma dolosa ao resultado criminoso previsível, omitindo-se no cumprimento do dever funcional de agir.