PF reintegra 1,7 mil hectares que 700 famílias do MST ocupam há 7 anos na Bahia

O local, que era destinado ao projeto de irrigação Salite, foi ocupado pelo MST em 2012; terras estavam nos municípios de Juazeiro e Casa Nova

Redação ND São Paulo

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Áreas desocupadas ficam nos municípios de Juazeiro e Casa Nova – Foto: Reprodução MST/NDÁreas desocupadas ficam nos municípios de Juazeiro e Casa Nova – Foto: Reprodução MST/ND

A Polícia Federal cumpre, na manhã desta segunda-feira, 25, mandados de reintegração de posse em áreas ocupadas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nos municípios de Juazeiro e Casa Nova, na Bahia, em favor da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Segundo o MST, 700 famílias foram tiradas do local.

As áreas desocupadas são conhecidas como Acampamentos Irani I, Irani II e Abril Vermelho, e, somadas, têm cerca de 1727 hectares (19 lotes). O local, que era destinado ao projeto de irrigação Salite, foi ocupado pelo MST em 2012. No mesmo ano, a Codevasf pediu à Justiça a reintegração de posse.

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A ordem de reintegração foi dada pelo juiz federal Pablo Baldivieso, da Vara de Juazeiro, que também determinou ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) o assentamento das pessoas que ocupavam a área.

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A corporação indicou que a desocupação do local ocorre de forma pacífica. A PF indicou ainda que a Codevasf disponibilizou ônibus para levar as pessoas até a nova área e caminhões para transportar os pertences e bens pessoais até o assentamento.

A Polícia Federal indicou que durante a operação, uma pessoa teve de ser medicada após apresentar um corte na cabeça. Além dos grupos táticos da PF, participam da ação a própria Codevasf, a Polícia Militar da Bahia, a Polícia Militar de Pernambuco e o Corpo de Bombeiros da Bahia.

As informações são do Estadão Conteúdo

MST contraria versão de que desocupação foi pacífica

Em seu site, o MST publicou a notícia sobre a desocupação, que as famílias foram “despejadas violentamente por homens da Polícia Federal, Militar e milícias armadas da região”.

“Chegaram atirando, tem um companheiro baleado na cabeça!” afirmaram as famílias. “Há muita violência contra as famílias, muita agressividade, muito spray, muita bomba de fumaça”

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