A PGR (Procuradoria-Geral da República) quer que o ex-deputado Roberto Jefferson seja transferido e internado em um hospital psiquiátrico. O ex-parlamentar negou a vontade de ser transferido para o hospital. Ele foi preso e está detido no presídio de Benfica, no Rio de Janeiro, após ter atirado em integrantes da Polícia Federal.
Ex-deputado Roberto Jefferson – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil/ArquivoJefferson passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (24), conduzida por um juiz auxiliar do STF (Supremo Tribunal Federal). Durante a audiência, o ex-deputado atacou o ministro Alexandre de Moraes, que determinou a prisão, dizendo que o magistrado “é incompetente”. Ele também voltou a ofender a ministra Cármen Lúcia, comparando-a com garotas de programa.
Segundo o portal R7, ao ser chamado para se manifestar, o representante da PGR confirmou que o órgão está em tratativas para enviar o parlamentar a uma unidade psiquiátrica. “A PGR participa desde a data de ontem de tratativas com autoridades judiciais e da Polícia Federal para o encaminhamento do custodiado para hospital psiquiátrico e apreensão das armas de fogo”, destaca o texto.
SeguirDurante o depoimento, o ex-parlamentar negou a vontade de ser transferido para o hospital. “Estou sendo massacrado, e agora ouço a pérola da PGR para me mandar para o hospital psiquiátrico. Tem gente no Judiciário que precisa ir para o manicômio”, destacou. Jefferson está detido no presídio de Benfica, no Rio de Janeiro, e cumpre prisões preventiva e em flagrante.
Entenda o caso
O ex-deputado Roberto Jefferson foi indiciado pela PF (Polícia Federal) nesta segunda-feira (24) por quatro tentativas de homicídio contra agentes da corporação.
Conforme informações apuradas pelo portal R7, o indiciamento se refere aos dois agentes da PF feridos durante cumprimento de mandado de prisão e outros dois que não foram atingidos, mas estavam no local na hora em que ele disparou tiros de fuzil contra as viaturas.
O ataque ocorreu na residência do ex-parlamentar, localizada em Comendador Levy Gasparian, no interior do Rio de Janeiro. O ex-deputado reagiu a uma ordem de prisão expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Ele já estava em prisão domiciliar por ameaçar e realizar ataques pelas redes sociais contra a Corte e seus ministros.
No entanto, mesmo proibido de usar a internet, de manter contatos com outros investigados e de sair de casa, ele proferiu ataques contra a ministra Cármen Lúcia, em razão do voto dela em uma ação da Corte que vetou, temporariamente, o lançamento de um documentário da produtora Brasil Paralelo sobre o ataque contra o presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a campanha de 2018.