Plano Diretor: o presente dos 350 anos

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A mais impactante notícia sobre as comemorações dos 350 anos de fundação de Florianópolis veio com a recomendação do Ministério Público Federal de suspender a votação do projeto do Plano Diretor.

Matéria exaustivamente estudada pelos técnicos da Prefeitura Municipal, submetida a 19 audiências públicas com a mais ampla participação da sociedade e plena atuação do Ministério Público de Santa Catarina, em todas as etapas.

A Procuradora da República Ana Lúcia Hartmann deu prazo de cinco dias para o cumprimento da recomendação.

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A Câmara Municipal de Florianópolis está diante de um desafio: ou vota o Plano Diretor, dentro do cronograma já aprovado pela maioria, incluindo novas audiências públicas por ela realizadas; ou sujeita-se ao MPF-SC. Ou o presidente João Cobalchini impõe a autoridade municipal, com base na autonomia constitucional e até em decisão do Supremo Tribunal Federal, ou a Câmara dobra-se aos que apostam no atraso.

João Cobalchini, presidente da Câmara de Vereadores de Florianópolis – Foto: Picasa/NDJoão Cobalchini, presidente da Câmara de Vereadores de Florianópolis – Foto: Picasa/ND

Há exatamente 14 anos, o então presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jorginho Mello, dirigia sessão histórica para aprovação do Código Ambiental de Santa Catarina.

Foi um longo e cansativo processo, com consultas às inúmeras instituições técnicas, públicas e privadas, órgãos ligados ao meio ambiente e muitas consultas a incontáveis especialistas.

Logo no início da sessão, o deputado Jorginho Mello foi informado que um funcionário do Ministério Público Federal estava no gabinete da presidência com ofício da procuradora Ana Lúcia Hartmann, determinando a suspensão imediata da votação do Código Ambiental.

O presidente Jorginho Mello invocou as prerrogativas com Poder Legislativo e sua autoridade, não aceitou o documento e expulsou o servidor federal, ameaçando-o com  voz de prisão.

Resultado: o Código Ambiental de Santa Catarina está em vigor desde 2009, foi usado como modelo em outros Estados e até parâmetro para o Código Florestal Brasileiro, com rasgados elogios do deputado federal Aldo Rabelo.