Não é de hoje que o Brasil vive em clima de polarização política. É assim desde a Nova República – para ficarmos apenas no passado recente. As opções são sempre um pouco à esquerda, ou um pouco à direita. Exceção a 1989 e 2018, PSDB e PT protagonizaram o processo. Com linhas parecidas – salvadores da pátria em partidos inexpressivos, Fernando Collor e Jair Bolsonaro furaram a bolha.
Gelson Merisio foi deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa – Foto: Marco Santiago/Arquivo/NDHoje, o PSDB trabalha para retomar seu posto de antagonista ao PT.
Nome favorito para a pré-candidatura tucana ao governo do Estado, Gelson Merisio declarou apoio e votou em Jair Bolsonaro em 2018. Hoje, entende que a pauta é pouco construtiva para o dia-dia do cidadão. É “distante do mundo real”, onde as pessoas querem saber do preço dos produtos no mercado, da gasolina, “não querem saber de bravata”, de “ataque ao Supremo, de Supremo reagindo”. A vida do cidadão, completa Merisio, “é movida por comida, por educação e por transporte”.
SeguirNa tentativa de construir uma terceira via, que ainda “é distante”, ante à provável polarização entre Lula e Bolsonaro, Merisio mira o olhar afiado de articulador político em Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul. Entre Leite e o governador de São Paulo, João Dória, o ex-deputado estadual crava que o gaúcho tem a melhor condição de “ser o receptor dos descontentes dos dois extremos”.