Por perdão a deputado, Bolsonaro é denunciado à ONU; presidente volta a atacar STF

Associação Brasileira de Imprensa encaminhou "informe urgente sobre violação de Direitos Humanos" à Organização das Nações Unidas; presidente disse que parlamentares são "invioláveis"

Receba as principais notícias no WhatsApp

Além da reação de partidos, entidades da sociedade civil também se mobilizam contra o decreto do presidente Jair Bolsonaro (PL) que beneficiou o deputado Daniel Silveira (PTB) – condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por ataques à democracia e às instituições.

A ABI (Associação Brasileira de Imprensa) encaminhou um “informe urgente sobre violação de Direitos Humanos” à ONU (Organização das Nações Unidas).

Bolsonaro em feira de agricultura no interior de São Paulo – Foto: Anderson Riedel/Divulgação/NDBolsonaro em feira de agricultura no interior de São Paulo – Foto: Anderson Riedel/Divulgação/ND

O texto afirma que o perdão concedido por Bolsonaro ao parlamentar “afronta a democracia, a separação de Poderes, a independência do Judiciário e a administração da Justiça”.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Mais críticas

Por sua vez, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o deputado federal Daniel Silveira. “Artigo 53 da Constituição não garante que os deputados podem falar o que bem entender? É inviolável?”, questionou o presidente, em Ribeirão Preto (SP).

Ele também disse gastar metade do seu tempo lutando contra “maus brasileiros” que entram com ação ou tomam decisões contra o governo federal.

Bolsonaro aproveitou o evento com ruralistas para tecer novas críticas indiretas ao ministro Alexandre de Moraes. “Se tivesse alguém lá com tanta preocupação com corrupção como tem com fake news, ajudaria muito o Brasil a estar em situação bem melhor”, afirmou o presidente. Moraes é relator no inquérito das fake news no STF.