Presidente estadual do Progressistas, o deputado estadual Sílvio Dreveck afirma que o partido está unido, afinado com o governo, mas espera o cenário político clarear antes de passos mais definitivos.
Hoje sem partido, Carlos Moisés pode ser convidado a se filiar ao PP e ser candidato à reeleição pelo partido?
É um grande nome e vem fazendo uma boa gestão. Não houve conversa oficial a respeito de eventual filiação. Até porque, sabemos que há outras siglas que gostariam de vê-lo em seus quadros. O momento político é de esperar as melancias se ajeitarem na carroça, como se diz, porque ainda falta mais de um ano para as eleições.
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Deputado estadual Silvio Dreveck – Foto: Luis Gustavo Debiasi/Divulgação/NDSe Moisés não vier, como o PP vai conciliar a candidatura com o apoio ao governo? Haverá desembarque?
No momento, não avaliamos a hipótese de desembarque. Estamos focados em contribuir com Santa Catarina. O secretário da Agricultura, Altair Silva, tem feito um excelente trabalho, por exemplo. Assim como o deputado José Milton Scheffer, na liderança do governo. E o governador tem apoiado e mostrado confiança na contribuição do Progressistas.
Em uma escala de 0 a 10, qual é a “unidade” do PP?
Política não é matemática, não se mede em escala. Mas diria que o PP está muito unido e coeso. Todos têm voz dentro do partido e já fizemos encontros regionais muito produtivos. Há um desejo comum de fazer uma grande eleição em 2022, liderando uma chapa majoritária e com grandes nomes para deputado estadual e federal.
Fala-se que o PP pode ser um destino para Jair Bolsonaro. Existem conversas e qual o impacto em Santa Catarina?
As conversas existem e são públicas. Se o presidente vier para o PP, ou na verdade regressar ao PP, pois ele já foi do partido, vai ser bem recebido. O impacto em Santa Catarina será positivo. Obviamente, fortalecerá ainda mais o partido nas eleições aqui no Estado.
E com Lula, que o PP já apoiou lá atrás, como seriam as conversas?
Estar aberto a conversas é algo que é a essência da política. A Assembleia é um bom exemplo. Siglas teoricamente antagônicas no espectro ideológico conversam muito e se tratam com respeito. Esse é um diferencial de Santa Catarina, que nem todo mundo percebe. Em relação ao Lula, não vejo o PP apoiando ou fazendo parte de uma eventual chapa com ele. Não está em nossos planos.
O PP pode apresentar um nome de “terceira via”, ou se aliar a algum nome?
Se o projeto fizer sentido, por que não? Fala-se muito na terceira via, mas há uma dificuldade, natural até, para consolidar algum nome. Todos os partidos estão se movimentando, conversando, alinhavando futuras alianças. No momento, a terceira via não apareceu claramente. Temos as nossas convicções, que estão fortemente ligadas à democracia liberal e focadas no desenvolvimento do Brasil, com a melhoria de vida dos brasileiros.