Prefeito de Criciúma pode construir a ´muralha´ do governo no Legislativo

Se a oposição já era pequena em Criciúma, a partir desta semana ela pode encolher ainda mais

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A construção política que vem sendo articulada pelo prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro (PSDB), pode erguer ainda mais a muralha da proteção do Executivo no Legislativo. Ele aproveita as circunstâncias para puxar para o governo mais três vereadores, entre eles pelo menos um ferrenho adversário até então: Júlio Kaminski (PSL, futuro União Brasil).

Tudo isso deve ocorrer com a eleição da nova mesa diretora da Câmara de Vereadores, que pode acontecer nesta terça-feira (4) ou no máximo em 15 dias. Isso por força de um acordo que determina a renúncia do atual presidente Arleu da Silveira (PSDB), o que vai ocorrer hoje. O mesmo acordo sugere que Roseli Pizzolo (PSDB) assuma a presidência.

Se a oposição já era pequena em Criciúma, a partir desta semana ela pode encolher ainda mais. – Foto: Câmara Municipal de CriciúmaSe a oposição já era pequena em Criciúma, a partir desta semana ela pode encolher ainda mais. – Foto: Câmara Municipal de Criciúma

O acordo previa que a  vice-presidência ficasse com outro vereador da base. É ai que o prefeito entra e oferece a condição de vice ao vereador Júlio Kaminski, que em troca lidera a bancada de outros dois vereadores (Daniel Antunes e Manoel Rozeng) todos embarcando na chamada base de governo.

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Esta construção teve a sutil participação de Gean Loureiro, que lidera no Estado o União Brasil, pelo qual pretende ser candidato a governador.

Assim, Clésio Salvaro que tem hoje sua base os cinco vereadores do PSDB: Arleu da Silveira, Roseli Pizzolo, Nícola Martins, Geovana Zanette, Márcio Da Luz e Toninho da Imbralit. Além de três do PSD (partido do vice-prefeito): Juarez de Jesus e Salésio Lima. Clesio ainda conta com Obadias Benones (Avante), Miguel Pierini (PP), e com a nova costura terá então mais três, todos do União Brasil: Júlio Kaminski, Daniel Antunes e Manoel Rozeng.

Ficam na oposição os vereadores: Zairo Casagrande (PDT), Giovana Mondardo (PCdoB) e Paulo Ferrarezi (MDB). Assim o prefeito passa a ter 14 dos 17 vereadores, situação inédita nas últimas duas décadas pelo menos.