*interino Diogo de Souza
O presidente da Câmara de Florianópolis, João Cobalchini (União Brasil), já reassumiu sua cadeira no Legislativo. Foram 11 dias como prefeito interino em sua primeira experiência à frente do município, no qual descreveu como de “imensa responsabilidade”.
Casan começou a pagar as indenizações às famílias atingidas no bairro Monte Cristo; João Cobalchini repassou o cargo ao titular, Topázio Neto, de volta à capital – Foto: Prefeitura de Florianópolis/PMF/Divulgação/NDCobalchini assumiu a PMF (Prefeitura Municipal de Florianópolis), no dia 31 de agosto e se manteve até este sábado (9), quando Topázio Neto retornou da Coréia do Sul e reassumiu o posto.
João Cobalchini, pela primeira vez como prefeito interino, falou sobre o desafio da função, descreveu um “misto de sentimentos” no episódio envolvendo o rompimento do reservatório da Casan, no bairro Monte Cristo; e ainda revelou seu objetivo ao voltar a presidência do Legislativo.
Confira:
Coluna Bom Dia: Qual o tamanho da sua experiência à frente da prefeitura de Florianópolis?
João Cobalchini: Foi de uma imensa responsabilidade continuar o que vinha sendo feito pelo prefeito Topázio, mas também trabalhando intensamente ações para melhorar a vida da população, dentre elas, a sanção do projeto que autoriza a ligação de água e luz em ruas não oficiais do município, além da devolução de parte dos recursos do duodécimo da Câmara Municipal para zerar a fila de colonoscopia. Consegui fazer as entregas que me propus, mesmo com o ocorrido na comunidade do Monte Cristo.
CBD: Qual a diferença do Cobalchini que assumiu, para o que retornou à Câmara?
JC: Acredito que estou mais confiante. Quando assumi, sabia que a missão não seria fácil. Se tornou ainda mais difícil com o desastre ocorrido e sabendo que em primeiro lugar estava em garantir a segurança da vida das pessoas da comunidade. Mas com a ajuda da equipe da prefeitura, Casan e outros órgãos e entidades relacionadas, conseguimos em menos de 48h devolver quase que a normalidade dos serviços públicos.
CBD: Como você descreve o que viveu no dia 6 de setembro?
JC: Quando recebi a primeira ligação do Secretário Araujo Gomes, ainda nas primeiras horas do dia, sabia que algo fora do normal havia ocorrido. De imediato fui para o local e encontrei um cenário de guerra. Primeiros contatos com os secretários primeiras providências, caminho pelo local para ouvir os atingidos e agradecer ao ouvir que não houve vítimas fatais. Ficamos lá o dia todo e sai somente no início da noite para assinar o decreto de emergência, mas retornei logo em seguida para dar apoio e ajudar no que fosse possível.
CBD: Como separar o humano do gestor?
JC: Foi muito difícil, tenho filhas pequenas e comecei a ver a dor nos olhos daquelas pessoas, e vi que como gestor tinha que dar segurança a elas, mostrar que apesar do desastre, logo tudo iria ficar bem, porque estávamos todos trabalhando o máximo para diminuir a dor que eles estavam sentindo. Era preciso dar os primeiros encaminhamentos, sob pena de atrasar a normalidade da comunidade. Foi um misto de sentimentos: o dever cumprido e a tristeza de ver o sofrimento de tanta gente que havia perdido tudo.
CBD: Qual sua missão a partir de agora, à frente do Legislativo?
JC: Meu papel será de continuar acompanhando o desenrolar de todo o processo de reconstrução das casas que foram totalmente destruídas, e de recuperar outras parcialmente atingidas, além das ações previstas para amparar todas as famílias. A missão vai até a última tratativa junto a concessionária e até que o último cidadão afetado seja atendido e seu problema solucionado. Queremos que a comunidade tenha sua vida retornando ao normal o mais breve possível.