O encontro dos prefeitos e vice-prefeitos do MDB com os deputados estaduais culminou com um diagnóstico muito claro e definitivo: a fritura da candidatura ao governo do ex-prefeito Antídio Lunelli.
Reunião com cartas marcadas, dizem aliados de Lunelli – Foto: DivulgaçãoEstavam presentes no evento, segundo os organizadores, cerca de 80 prefeito, 15 vices e os nove deputados estaduais.
Todas as regiões tiveram oportunidade de manifestações. Como o encontro foi secreto, com veto de presença da imprensa e até de assessores dos deputados, as fontes ouvidas garantiram que todos os oradores se posicionaram a favor do projeto de reeleição do governador Carlos Moisés.
SeguirA primeira argumentação foi de natureza financeira. O governador abriu os cofres do Tesouro, é um candidato municipalista e tem distribuído milionários recursos para os prefeitos municipais.
Os prefeitos também fazem as contas e, apostando na vitória de Moisés, antecipam que seu vice, sendo do MDB, poderá ser candidato natural em 2026.
Tirando a ideia futurista de longo prazo que desconsidera fatores imponderáveis e até um hipotético resultado negativo, os prefeitos alicerçaram seus argumentos na questão financeira e a continuidade do chamado “governo municipalista”.
O evento foi bem organizado pela bancada e previamente bem montado pelo Centro Administrativo. O esquema governamentou agiu direto com os prefeitos do MDB. Espalhou a notícia sobre o almoço de Carlos Moisés com o Antídio Lunelli e Carlos Chiodini. O deputado federal procurou convencer o ex-prefeito a desistir da candidatura e a concorrer a Câmara Federal. Chodini, no caso, seria o representante do MDB na aliança com Moisés, concorrendo ao Senado.
Lunelli emitiu nota classificando o momento de “conturbado”, mas reiterando a disposição de disputar. No MDB, os prazos agora visam apenas encontrar uma saída honrosa para o ex-prefeito.