Senadora Leila Barros (PDT-DF) é a relatora da subcomissão de preparativos da COP 30 – Foto: Andressa Anholete/Agência SenadoA relatora da subcomissão temporária para acompanhamento dos preparativos da COP 30, a senadora Leila Barros (PDT-DF), afirmou que o país não pode passar ‘vexame’ no evento. Os parlamentares que compõem a subcomissão vão à Belém cumprir agenda nos dias 5 e 6 de junho.
De acordo com Leila, a diligência aprovada na Comissão de Meio Ambiente (CMA) tem como objetivo verificar o andamento de obras de infraestrutura e identificar dificuldades do governo local para cobrar ações do governo federal.
“A gente, na condição de subcomissão, nós vamos lá como observadores, mas a gente vai trazer as demandas e questionar e pedir ajuda para o governo federal. Não podemos pagar vexame não. Nós temos que fazer bonito”, afirmou Leila ao ND Mais.
SeguirApesar de relatar a comissão, que tem prazo de 300 dias para acompanhar os preparativos da COP 30, a senadora Leila não irá participar da viagem. Devido a um problema familiar, a parlamentar decidiu nesta quarta-feira (4) não embarcar para a capital paraense. A senadora participou da abertura do 11º Fórum Parlamentar dos Brics.
Plenário do Senado Federal durante 11º Fórum Parlamentar do Brics – Brasil 2025. Solenidade de Abertura. – Foto: Geraldo Magela/Agência SenadoDemais parlamentares integrantes da Comissão do Meio Ambiente (CMA) devem desembarcar na cidade ainda nesta quarta-feira ou no dia seguinte para avaliar os preparativos da COP 30. A agenda ainda não foi confirmada, mas os senadores devem se encontrar com o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e com o prefeito de Belém, Igor Normando (MDB). Apesar de não poder participar desta diligência, a senadora Leila articula uma nova visita a dois meses do evento, em setembro, para checar o andamento dos preparativos da COP 30.
Infraestrutura é ponto central de preparativos da COP 30
No fim de 2024, a um ano da COP 30, a imprensa nacional e internacional noticiaram a falta de leitos em hotéis e pousadas para receber os turistas e as delegações estrangeiras para o evento.
Desde então, o governo investe em infraestrutura, como as as obras em andamento no aeroporto de Belém. Questionada sobre as informações que a subcomissão possui sobre essas obras, a senadora afirmou que “tiveram alguns avanços, em termos de saneamento, em termos da área onde será o evento”.
No entanto, devido ao prazo reduzido, o governo optou por estruturas temporárias, como as embarcações que devem servir como hotéis transatlânticos. Para Leila, a cidade e o Brasil perdem oportunidade de criar condições melhores para receber eventos também no futuro.
“Vai se contar com estrutura temporária, o que é lamentável”, comentou Leila ao ND Mais. “Seria uma ótima oportunidade para Belém adquirir estrutura. Não só para sediar a COP, mas também no futuro, futuros eventos. Até porque está ali, no coração da Amazônia”, completou.
Belém como sede da COP 30
Apesar das dificuldades logísticas com preparativos da COP 30, a senadora, que já ocupou a presidência da CMA, celebrou a escolha da cidade de Belém como sede do evento. Nesse sentido, a parlamentar alertou que a proposta do Brasil para esta edição do maior evento climático da ONU no ano é distinta de anteriores.
“Talvez a gente não vá fazer a COP de Dubai, mas nem combina com a gente aquele distanciamento. Eu acho que por ser menor, por ter uma infraestrutura menor, e por ali em um ambiente muito simbólico, eu acho que vai ser muito interessante”, afirmou Leila.
Cidade de Belém no Pará, que passa por preparativos da COP 30 – Foto: Rafa Neddermeyer/Cop30 Amazônia