O presidente da Fecam (Federação de Consórcios, Associações e Municípios de Santa Catarina), prefeito de Orleans, Jorge Koch (MDB), esteve nas dependências do Grupo ND e falou sobre as demandas da entidade para os próximos meses.
Jorge Koch foi empossado no último dia 31 de janeiro para o biênio 2022/2023. Em entrevista concedida ao grupo, o presidente voltou a defender o investimento e a concentração das forças na ponta inversa, priorizando os pequenos municípios de Santa Catarina.
Ele voltou a usar a expressão “menos Brasília e mais Brasil”, reiterando a necessidade de unir forças do lado menor para o maior.
Seguir“Tenho dito desde o primeiro dia, menos Brasília e mais dinheiro na outra ponta, no município, onde acontece as coisas, onde o prefeito sabe o que acontece no dia a dia. É isso que nós queremos, é o objetivo da Fecam, é fortalecer os municípios independente do segmento”, argumentou.
O prefeito do município localizado no Sul de Santa Catarina, bem próximo também à Serra Catarinense, reiterou que a entidade “não tem partido político” e que está preparada para, em uma condição neutra, acompanhar as eleições sem interferência e em prol de todas as 295 cidades do Estado.
Bandeira pelos pequenos municípios
Jorge Koch falou ainda das principais demandas da entidade nesse momento. Uma delas diz respeito aos 52 municípios com o menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de Santa Catarina.
“Temos 52 municípios no Estado que apresentam o IDH mais baixo que a média estadual e o governo quer aumentar esse índice a partir de um investimento em educação. São ações que preveem bolsas a alunos selecionados que possam desenvolver programas a serem implementados em suas cidades de origem”, resumiu o presidente da entidade pelos próximos dois anos.
São 164 municípios com menos de 10 mil habitantes e outros 60 municípios com menos de cinco mil habitantes e é nesse nicho que, segundo o novo presidente, a entidade pretende investir suas forças.
“Não adianta nós cuidarmos dos grandes municípios que estão bem, que têm pernas para caminhar, mas os municípios pequenos precisam do apoio da Fecam e do governo para que eles sejam fortes como os grandes”, pontuou Koch.
Fecam a favor da obrigatoriedade das máscaras nas escolas
Na última segunda-feira (7) a Fecam e três entidades que compõem o Centro de Operações em Emergência em Saúde divulgaram um manifesto pelo uso obrigatório de máscaras nas escolas.
O documento defende a manutenção do uso de máscaras enquanto não houver cobertura vacinal suficiente nas crianças e adolescentes, em contraponto ao decreto estadual que libera a proteção para alunos até 12 anos.
Questionado sobre o tema, o prefeito mencionou o fato de algumas prefeituras terem tornado o uso das máscaras facultativo, sobretudo, entre as crianças.
Jorge Koch, no entanto, falou sobre o cumprimento do Decreto de Calamidade Pública de Santa Catarina que, nesse momento, se estende até o dia 31 de março.
Ele falou, no entanto, sobre a possibilidade que vem se desenhando para que o novo decreto entre em vigor a partir do próximo sábado.
“O decreto vai até o dia 31 de março para que esse decreto seja revogado ou deixe de existir. A Fecam, no entanto, é extremamente favorável ao uso de máscaras em crianças dentro das escolas, entre 5 a 12 anos e abaixo seja facultado. Mas a Fecam, e eu como presidente e como delegado de polícia, tenho que cumprir o decreto obrigatório pelo uso de máscaras que vai até o dia 31 de março”, posicionou-se.