O presidente do Instituto Mapa, José Nazareno Viera, falou sobre a pesquisa nacional que levantou dados do cenário político-eleitoral do Brasil feita a pedido dos grupos de comunicação ND, de Santa Catarina, e RIC, do Paraná. O levantamento foi divulgado na última segunda-feira (24).
“Nós temos a primeira de uma série de várias [pesquisas] estabelecidas num projeto de 500 dias antes, 400, 300 e assim progressivamente, em que nós vamos fazendo leituras e levantando os dados do cenário político-eleitoral do Brasil com vistas a 2022”, contou Vieira.
Entrevistados foram questionados sobre 8 possíveis candidatos a presidente em 2022 – Foto: Arte/NDSegundo ele, do ponto de vista metodológico, a pandemia de Covid-19 promoveu na área de pesquisa uma prática que já vinha acontecendo em outros países: a redução das pesquisas presenciais e o aumento das entrevistas telefônicas.
“O Instituto Mapa tem uma parceria tecnológica com plataformas de sistema URA, que fazem ligações automatizadas e [garantem] a mesma confiabilidade dos métodos e técnicas tradicionais, dividindo proporcionalmente regiões, municípios, cotas de gêneros, faixa etária, escolaridade e etc, mas com agilidade e uma logística muito melhor”, explicou o presidente do instituto.
O levantamento contratado pelos grupos ND e RIC ouviu 2 mil pessoas com mais de 16 anos, em todas as regiões do Brasil, de 18 a 20 de maio, e foi feito por meio de entrevistas por telefone, com ligações tanto para fixos residenciais quanto para celulares. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o índice de confiabilidade é de 95%.
De acordo com os dados levantados, caso o primeiro turno das eleições presidenciais fossem hoje, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria 36,8% das intenções de voto, contra 26,8% de Jair Bolsonaro (sem partido). O resultado retrata a atual polarização eleitoral no país.
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