Esplanada

Leandro Mazzini é jornalista, escritor e pós-graduado em Ciência Política pela UnB. Iniciou carreira em 1994 e passou pelo Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Correio do Brasil, Agência Rio, entre outros. O blog é editado por Mazzini com colaboração de Walmor Parente e equipe de Brasília, Recife e São Paulo.

Presidente interino dos Correios propõe anistia para servidores punidos no Governo Bolsonaro

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Presidente interino dos Correios, egresso da gestão Bolsonaro, Heglehyschynton Valério Marçal criou uma aberração administrativa e surpreendeu a estatal: uma comissão de anistia para os funcionários que foram e ou estão alvos de processos administrativos na Corregedoria. Curiosamente, em uma primeira decisão o período abordado foi justamente o da gestão do ex-presidente da República, de 2018 a 2022. Ontem o presidente interino alterou o ano de início para 2015. No site dos Correios, o texto no link da tal comissão, que prevê revisão dos processos, explica que nesse espaço serão acolhidas as manifestações dos empregados demitidos da Empresa. Ainda de acordo com a comissão, o objetivo é analisar relatos e documentos aqui registrados para auxiliar a definir o fluxo e as regras do processo de reavaliação das demissões efetuadas no referido período. Numa canetada, como revelou a Coluna, Heglehyschynton exonerou um delegado federal chefe da Corregedoria que tinha mandato até 2025.

Pedágio virtual

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Conhecido por emparedar empresas que falham na prestação de seus serviços, o site Reclame Aqui (RA) está agora dando dor de cabeça a grandes e médias empresas num novo campo, com cobrança de assinaturas. Empresários reclamam que quem não dá dinheiro ao RA fica com a reputação pior do que quem paga por seus serviços. O RA ainda foi além. Recentemente cortou o acesso de algumas empresas pagantes a seu sistema e exigiu que elas rompessem contratos com startups que fornecem serviços semelhantes ao seu. Devido a isso o RA está sendo processado no CADE. Em resposta à Coluna o RA informa que “não comercializa nenhum tipo de solução que possa influenciar direta ou indiretamente a reputação das marcas e empresas apresentadas no nosso site”.

Força, gente!

O ano de 2023 mal começou e o Índice de Confiança do Consumidor da FGV já registrou queda de 2,2 pontos em janeiro, ficando com 85,8 pontos. Entre os fatores que compõem o ICC, o que mais contribuiu para a queda foi a perspectiva sobre a situação financeira das famílias nos próximos seis meses, cujo indicador caiu 7,6 pontos, chegando a 97,4 pontos.

Cheque abatido

A ascensão do PIX afundou outras formas de pagamentos na praça. Ao longo dos últimos anos, o uso do cheque pelos brasileiros tem apresentado uma queda contínua, de acordo com a Febraban: em 2022 foram compensados 202,8 milhões de cheques, uma queda de 7,3% em comparação com 2021. Já em comparação com 1995, início da série histórica, quando foram compensados 3,3 bilhões de cheques, a queda é de 94%.

País das drogarias

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Ou o povo está muito hipocondríaco ou o Brasil adoece a cada dia. O setor farmacêutico segue em expansão: mais de 29 mil farmácias foram abertas nos últimos três anos, segundo dados do Sebrae. As micro e pequenas empresas são responsáveis por 85% das novas drogarias. Em 2022, foram inauguradas 6 mil novas farmácias no País. Em 2021, ano em que prevalecia a pandemia da Covid-19, o número foi ainda maior, com 12.758 novos estabelecimentos. Hoje, o Brasil tem 191.689 farmácias e drogarias.

Cooperativa$

O Estado do Rio de Janeiro já conta com 423 cooperativas e quase 340 mil cooperados. Elas tiveram crescimento no faturamento de 4%, alcançando R$ 11,4 bilhões. A geração de empregos por essas unidades cresceu 8% ano passado, e hoje possuem 15 mil postos de trabalho. O Anuário do Cooperativismo Fluminense 2022, produzido pelo Sistema OCB/RJ, apontou aumento de 16% no número de cooperados frente a 2021.

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