A Liesf (Liga das Escolas de Samba de Florianópolis) publicou, nesta sexta-feira (31), uma nota onde se isenta de envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Presságio. A investigação aponta que a Secretaria de Turismo direcionou a licitação feita para os barracões utilizados pelas escolas de samba.
Cidade do Samba localizado em Florianópolis – Foto: Germano Rorato/ Reprodução/NDConforme o colunista Diogo de Souza, a Operação Presságio apontou que houve um direcionamento para que uma empresa específica vencesse a licitação de barracões da Cidade do Samba, estrutura erguida ao lado do CentroSul e que abriga alegorias da Escolas de Samba de Florianópolis.
Na época, o direcionamento teria sido articulado pelo que o ex-secretário de Turismo, Cultura e Esporte de Florianópolis, Ed Pereira, por meio de Renê Raul Justino, à época diretor de Projetos da Fundação Franklin Cascaes.
SeguirEm nota, a Liesf reforçou que a contratação foi feita em uma “articulação do Secretário de Turismo da época”, Ed Pereira, e que foi anterior à gestão atual da Liga de Escolas de Samba, que assumiu em 12 de dezembro.
“Nenhum dos nomes envolvidos no caso, fazem parte da LIESF. A Liga não teve nenhum envolvimento na contratação e na escolha dos barracões do Centrosul”, reforçou a nota.
O contrato feito com a empresa de lonas de Palhoça foi assinado ao custo de R$ 980 mil, válido por um ano e prorrogável por mais cinco.
O inquérito revela que, desde o início, a intenção era englobar o vínculo total do contrato ao custo total de R$ 5,7 milhões para os cofres públicos.
A Coluna Bom Dia apurou que, até o momento, foram pagos R$ 408.333,34. A última parcela, prevista para o último dia 16 de maio, não foi efetuada, segundo o Portal da Transparência.
‘Extremamente grave’: licitação de barracões para escolas de samba teve ‘urgência’ destacada em justificativa, apontou Presságio
Em um trecho da licitação, assinada por Ed Pereira, a secretaria de Turismo, Cultura e Esporte reforça a “urgência” das instalações dos barracões, cuja licitação foi utilizada para o desvio de dinheiro.
“A não realização da estrutura para cidade da cultura, poderia acarretar em uma piora significativa das qualidades de alegorias e fantasias presentes nos desfiles de escola de samba, anualmente patrocinados por essa prefeitura, tendo um impacto extremamente grave na cidade”, diz trecho da justificativa.
Confira nota da Liesf na íntegra
“A Liga das Escolas de Samba de Florianópolis vem por meio desta nota reiterar alguns fatos, após as últimas notícias sobre a Operação Presságio:
Nenhum dos nomes envolvidos no caso, fazem parte da LIESF. A Liga não teve nenhum envolvimento na contratação e na escolha dos barracões do Centrosul. Essa foi uma articulação do Secretário de Turismo da época.
Inclusive, quando assumimos a LIESF no dia 12 de dezembro, essa contratação já tinha sido realizada. O que deixa ainda mais claro a não participação da nossa gestão neste caso. Repudiamos veementemente alguns meios de comunicação, que de forma tendenciosa, buscam associar a Liga das Escolas de Samba a este episódio. Florianópolis, 31 de maio de 2024.
Liga das Escolas de Samba de Florianópolis“