Quando no primeiro mandato de Luiz Henrique da Silveira (MDB), o então secretário da Administração, Antônio Gavazzoni, realizou estudos com qualificada assessoria técnica para a primeira reforma do sistema previdenciário público do governo, surgiram várias dúvidas sobre o sucesso do projeto.
A aprovação só foi viabilizada depois de amplas conversações do próprio secretário com todos os Poderes do Estado e prévias avaliações com a base parlamentar. A mudança foi vital para o futuro do Iprev.
Outras mudanças no sistema aconteceram de lá para cá, sem que o crescente déficit previdenciário dos servidores, coberto com recursos do Tesouro do Estado, fosse contido.
SeguirNa última reforma, uma alteração provocou forte reação dos que recebem os salários mais baixos, atingidos com desconto de 14% na contribuição que não existia.
Ontem, no Tribunal de Contas do Estado, houve uma reunião com os chefes e representantes dos Poderes, exatamente para examinar as alternativas para redução do déficit previdenciário, este ano previsto para 6 bilhões de reais. O atuarial, pelas previsões, está em 258 bilhões de reais.
Integrantes dos Poderes e órgãos do Estado participaram, nesta terça-feira (3/10), de uma reunião, na sede do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC), com o intuito de discutir alternativas para a redução dos déficits financeiro e atuarial – Foto: TCE-SCDe acordo com o secretário da Administração, Moisés Diersmann, e o presidente do Iprev, Vânio Boeing, há outro dilema no sistema, além do déficit. O número de funcionários aposentados e que requer inatividade tem sido muito maior do que os novos que dão sustentação.
O tema será debatido hoje, a partir das 9h30min, no plenário da Assembleia Legislativa, em reunião da Comissão de Finanças e Tributação. Seu presidente, o deputado Marcos Vieira, denomina o evento de “audiência pública de convencimento”.
Há, neste momento, quatro projetos: um do deputado Fabiano da Luz, do PT, revogando os 14%; outro de origem popular; um terceiro dos sindicatos; e a proposta a ser enviada pelo governo do Estado.
O presidente Marcos Vieira antecipou que a Mesa terá presença de 3 representantes do governo, dos Poderes e dos sindicatos. E que todos terão tempos iguais para apresentação de suas propostas alternativas.
Objetivo: buscar solulção para o impasse.