Com a licença de 30 dias anunciada pela vereadora Ana Lúcia Martins (PT), o coletivo Juntas por Joinville, também do PT, vai assumir um lugar na Câmara de Vereadores pela primeira vez este mês. Esta é a primeira vez que um mandato coletivo assume uma cadeira na cidade do Norte catarinense.
Mandato coletivo consiste na divisão de um mandato parlamentar entre várias pessoas – Foto: Coletivo Juntas/DivulgaçãoA co-vereadora Valéria Nunes assume no dia 10 de abril – quando entra em licença das suas atividades pedagógicas no estado, onde é professora –, e durante o exercício do mandato terá a colaboração das demais integrantes do Coletivo.
Além de Valéria , fazem parte: Patrícia da Silva, bióloga e microempresária; Maria Ivonete Peixer, professora e consultora em políticas públicas; Mônica Silvana de Almeida, professora e produtora de eventos; e Iraci Seefeldt, jornalista, artista de teatro e produtora cultural.
SeguirA candidatura do “Coletivo Juntas” concorreu nas Eleições Municipais de 2020, conquistando a 3ª suplência pelo PT, com a proposta de atuação como um mandato coletivo.
Durante o exercício do mandato em abril, Valéria será a titular das funções de vereadora e terá a colaboração das demais integrantes do Coletivo, que atuarão como conselho político e de mobilização social.
As co-vereadoras farão participações pontuais em sessões da câmara, reuniões das comissões temáticas, agendas externas e no gabinete legislativo, dentro da disponibilidade de tempo de cada uma.
Como funciona
Em tese, o mandato coletivo consiste na divisão de um mandato parlamentar entre várias pessoas, sem hierarquia e com as decisões ocorrendo em colegiado. Apesar da resolução do ano passado, a candidatura continua a ser registrada no nome de uma única pessoa.
Caso eleito, apenas o cabeça da chapa terá os direitos de um parlamentar, como discursar no parlamento e participar de colégios de líderes. Apenas ele poderá votar nas sessões, com base nas decisões tomadas coletivamente com os co-parlamentares.