A prisão dos prefeitos de Lages, Antônio Ceron, do PSD, e de Capivari de Baixo, Vicente Corrêa Costa, do PL, passaram a ocupar as manchetes dos meios de comunicação pela relevância de suas lideranças em duas regiões e pelo protagonismo dos respectivos partidos.
Prisões tem repercussão nos meios políticos – Foto: DivlgaçãoA prisão foi requerida pelo Gaeco, na segunda etapa da Operação Mensageiro, que vem investigando atos de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude em licitação em contratos de coleta de lixo.
O processo envolve a empresa Serrana, que tem vários contratos com outros municípios de Santa Catarina. Segundo se informa em Lages, tem vários contratos, incluindo o de iluminação pública.
SeguirO prefeito Antônio Ceron tem desempenhado funções de relevante nas últimas décadas no Estado. Empresário, atuou como deputado estadual, foi secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado e prefeito eleito duas vezes.
Liderança vinculada ao grupo do ex-governador Raimundo Colombo que sempre exerceu papel destacado no partido.
Já o prefeito Vicente Costa foi eleito pelo PSL, o antigo partido do presidente Bolsonaro e está filiado ao PL, o partido do governador Jorginho Melo e o que detém maior bancada na Assembleia Legislativa.
O fato é considerado grave e tem repercussão por envolver a Semasa de Lages, envolvida em outro episódio gravíssimo ligado a contratos de água, que culminou com o afastamento e condenação do então prefeito Eliseu Matos, do MDB.
Nos meios políticos há muita expectativa em torno das novas investigações, com previsão de fatos novos e até novas prisões.
Nota oficial publicada pelo Ministério Público Estadual dá mais informações:
“O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e o Grupo Especial Anticorrupção (GEAC) do Ministério Público de Santa Catarina estão cumprindo quatro mandados de prisões preventivas e 14 mandados de busca e apreensão. As prisões e apreensões, na manhã desta quinta-feira, 02/02, fazem parte da 2ª fase da Operação Mensageiro.
A investigação está em curso há pouco mais de um ano pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos do MPSC, que atua, em conjunto com o GAECO e o GEAC, nas apurações de crimes funcionais de prefeitos.
As novas ordens judiciais expedidas pelo TJSC estão sendo cumpridas em municípios do Sul e da Serra catarinenses e foram expedidas depois da análise dos depoimentos das testemunhas, dos investigados e das provas coletadas na primeira fase, que ocorreu em 6 de dezembro do ano passado.
A Operação Mensageiro apura suspeita de fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro no setor de coleta e destinação de lixo em diversas regiões de Santa Catarina.
Os presos foram encaminhados a Florianópolis para realização de audiência de custódia, nesta tarde, no Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A investigação ainda corre em segredo de justiça, por determinação legal, mas, assim que houver a publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.”